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Maria, a Mãe de todas as mães, exemplo de fé e amor para todos nós

Confira a coluna do padre Reginaldo Manzotti

09/05/2024 às 14h53
Por: Thiago Rodrigues
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Maria, a Mãe de todas as mães, exemplo de fé e amor para todos nós

Filhos e filhas,

Estamos na segunda semana de maio, mês mariano, prestes a celebrar o Dia das Mães. E aproveito para escrever sobre Maria, a Mãe de todas as mães, exemplo de fé e amor para todos nós, os seus filhos.

Concebida sem pecado, Maria é a serva fiel que se entregou totalmente a Deus e, aceitando ao convite da graça com seu “sim”, se torna um modelo de quem faz a vontade do Pai e imagem da comunidade comprometida com o plano da salvação.

Do Antigo ao Novo Testamento, muitos são os personagens exaltados, mas a nenhum outro foi reservado um papel tão especial na obra de salvação como foi o papel de Maria. Seu ventre foi o terreno fértil, no qual Deus, pelo Espírito Santo, fecundou o verbo. Jesus, Nosso Senhor e Salvador. No seio de Maria, Deus se fez uma criança e veio habitar entre nós.

O Magistério da Santa Igreja, no Concílio Vaticano II, apontou a Maria Santíssima como modelo de virtudes. A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Permite à pessoa não só praticar atos bons, mas dar o melhor de si (cf. CIC 1803).

Na Santíssima Virgem, a Igreja já alcançou aquela perfeição sem mancha nem ruga que lhe é própria (cf. Ef. 5,27), os fiéis ainda têm de trabalhar para vencer o pecado e crescer na santidade; e por isso levantam os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a família dos eleitos (Lumen Gentium, 65).

Santo Tomaz de Aquino reforça e explica esse conceito: “A Bem-aventurada Virgem Maria é o modelo e o exemplo de todas as virtudes”. Maria foi a serva humilde que nunca atraiu para si mesma a atenção. Encontramos, na Bíblia, pouquíssimas palavras pronunciadas por Maria.

Ela foi preparada desde sempre para ser a Mãe do Filho de Deus, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:

“Ao longo de toda a Antiga Aliança, a missão de Maria foi preparada pela missão de santas mulheres. No princípio está Eva: a despeito de sua desobediência, ela recebe a promessa de uma descendência que será vitoriosa sobre o Maligno e a de ser a mãe de todos os viventes. Em virtude dessa promessa, Sara concebe um filho, apesar de sua idade avançada. Contra toda expectativa humana, Deus escolheu quem era tido como impotente e fraco para mostrar sua fidelidade à sua promessa: Ana, a mãe de Samuel, Débora, Rute, Judite e Ester, e muitas outras mulheres. Maria se sobressai entre (esses) humildes e pobres do Senhor, que dele esperam e recebem com confiança a Salvação. Com ela, Filha de Sião por excelência, depois de uma demorada espera da promessa, completam-se os tempos e se instaura a nova economia”. (CIC 489)

Maria continuou com sua missão junto aos apóstolos: “Ao final desta missão do Espírito, Maria torna-se a ‘Mulher’, nova Eva, ‘mãe dos viventes’, Mãe do ‘Cristo total’. É nesta qualidade que ela está presente com os Doze, ‘com um só coração, assíduos à oração’ (At 1,14), na aurora dos ‘últimos tempos’ que o Espírito vai inaugurar na manhã de Pentecostes, com a manifestação da Igreja”.

Ela é a Mãe da Igreja, a mãe que intercede por nós junto a Jesus. Como nas Bodas de Caná, ela continua a ver nossas necessidades e leva-las ao Filho, ao mesmo tempo continua sempre a nos dizer: “Façam tudo o que meu Filho vos disser” (cf. Jo 2,5).

Termino citando São Francisco de Sales: “Não existe devoção a Deus sem amor à Santíssima Virgem”.

Deus abençoe e fortaleça todas as mães.

Padre Reginaldo Manzotti

Padre Reginaldo Manzotti
Sobre o blog/coluna
Padre Reginaldo Manzotti é sacerdote, escritor, músico, compositor, cantor, apresentador de rádio e TV e presidente da Associação Evangelizar é Preciso.
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