Dois barcos e uma aeronave foram mobilizados para a contenção do acidente e, ao final do dia, já não há mais vestígios da água oleosa que vazou, segundo a Petrobras. No final de janeiro, um volume equivalente a 160 barris de petróleo vazou de uma tubulação, durante o teste de longa duração na área de Carioca Nordeste, também na Bacia de Santos. Cerca de duas semanas depois, um novo vazamento foi registrado, desta vez na plataforma P-43, na Bacia de Campos. Segundo o diretor de Tecnologia e Inovação do Instituto de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe), Segen Estefen, com o aumento do número de operações no pré-sal brasileiro cresce também os riscos de acidentes com petróleo no país. “O Brasil hoje tem que buscar excelência na proteção ambiental. Da mesma forma que desenvolvemos tecnologia de ponta [na exploração e produção de petróleo], temos que mirar nossos esforços na proteção ambiental, de uma forma mais ampla”, disse. Para Estefen, é preciso aumentar a confiabilidade dos equipamentos e dos procedimentos. Ele defende que seja criado um centro de monitoramento e de prevenção de acidentes, a ser composto por universidades de todo o país.
Agência Brasil