A população feminina constitui mais da metade dos desempregados da Região Metropolitana de Fortaleza, quando ocupadas usualmente, são mais expostas às formas de inserção laboral mais precarizadas, e registram menores rendimentos do que o homem. Segundo a pesquisa, o contigente de desempregados na RMF diminuiu de 165 para 156 mil pessoas, reflexo da diminuição de homens desempregados, de 76 mil para 70 mil. o número de mulheres desempregadas em 2011 permaneceu o mesmo do ano anterior, com 89 mil.
Geração de empregos: A população ocupada cresceu de 1.595 mil, em 2010, para 1.633 mil pessoas, em 2011, um acréscimo de 38 mil ocupações (2,4%), segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego. A geração de empregos registrou um número inferior para a população feminina. O registro foi de apenas 23,4%, um total de 9 mil posto de trabalhos, já os homens tiveram um aumento de 76,3%, 29 mil postos. Os dados elevaram a diferença entre os níveis ocupacionais de homens e mulheres, em 2010/2011, onde o masculino cresceu 3,4% e o das mulheres 1,2%.
Setores: O fato de a força de trabalho masculina ter sido mais beneficiada está relacionado à evolução da ocupação por setor de atividade, de acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego. O setor predominantemente masculino, a construção civil apresentou expansão no nível ocupacional, de 8,3% de homens ocupados. E uma redução da ocupação nos serviços domésticos, um setor predominantemente feminino, com redução do nível ocupacional das mulheres de 5,8%, em 2011. Também foi registrada diminuição no número de mulheres ocupadas no comércio, 1,3%. O setor de serviços apresentou geração de ocupação, com incrementos nas ocupações de homens (3,3%) e mulheres (4,1%), e os novos postos de trabalho na indústria empregaram mais expressivamente a mão de obra masculina (5,8%). O incremento ocupacional feminino foi registrado apenas na indústria de transformação (3,6%) e nos serviços (4,1%). A pesquisa ainda apresenta uma discreta redução da desigualdade da remuneração do trabalho por sexo, de 78,6%, em 2010 para 81,1%, em 2011.
Diário do Nordeste