O conselheiro Teodorico Menezes deve ser mantido afastado de suas funções junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) até a conclusão do procedimento interno instaurado para apurar o suposto envolvimento dele no desvio de recursos estaduais destinados aos kits sanitários. A decisão foi tomada pelos conselheiros, ontem, em uma reunião que contou com a presença do próprio Teodorico. No entanto, o pleno só deliberará a questão na sessão da próxima terça.
Enquanto isso, a Corregedoria do Tribunal aguarda a documentação das investigações realizadas pela Procuradoria de Crimes Contra a Administração Pública (Procap), cujo envio deve ocorrer até sexta-feira. A partir daí, o corregedor Edilberto Pontes analisará o material e notificará Teodorico Menezes, que terá o prazo de 15 dias para apresentar sua defesa, bem como os esclarecimentos pertinentes. O conselheiro Teodorico Menezes pediu afastamento do Tribunal há nove meses, quando viu seu nome envolvido no caso dos banheiros. No último dia 24 de abril, surpreendeu os colegas ao protocolar um ofício comunicando o seu retorno, mesmo sem a conclusão das investigações abertas contra ele. A justificativa de Teodorico foi de que ele mesmo havia solicitado o afastamento e, portanto, poderia retomar suas atividades. No entanto, o presidente do TCE, Valdomiro Távora, afirma ter um entendimento diferente. Ele explica que Teodorico Menezes pediu afastamento do exercício da presidência da Corte, mas o pleno teria deliberado pelo afastamento dele das funções de conselheiro. "O que o pleno deliberou foi o afastamento até a conclusão das investigações", acrescenta
Diário do Nordeste