O advogado disse que não há provas substanciais de que balas disparadas pelo ex-policial tenham atingido os turistas. Segundo ele, o juiz Henrique Jorge Holanda da Silveira, responsável pelo caso, concordou em deixar o acusado aguardar pelo próximo julgamento em liberdade, o qual ainda não tem data prevista. Se condenado, o réu deve ser encaminhado para o presídio militar do 5º Batalhão, mesmo tendo sido excluído do quadro da Polícia Militar (PM). A Justiça considera que, de outra forma, a cadeia não seria segura para alguém previamente envolvido em operações militares. Os outros ex-policiais envolvidos no caso, Rinaldo Rinaldo Carmo Sousa e Francisco Edmildo de Lima, tiveram o julgamento concluído em abril deste ano e foram absolvidos das acusações.
Entenda o caso: No dia 26 de setembro de 2007, por volta das 21h, as vítimas trafegavam em uma caminhonete, no sentido Aeroporto-Aldeota, quando foram alvo de disparos vindos de viaturas policiais. Os PMs faziam cerco para capturar acusados de roubar um caixa eletrônico. Innocenzo Brancati, que dirigia o veículo, acabou atingido no braço e Marcelino Ruiz Campelo levou um tiro no ombro esquerdo. A bala se instalou na coluna e ele ficou paraplégico. De acordo com o Ministério Público, os disparos só cessaram quando a vítima Denise Sales Campos Brancati saiu do automóvel para mostrar que não eram assaltantes.
Diário do Nordeste