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QUITERIENSE É UM DOS MAIS RESPEITADOS REIS DA BALADA CEARENSE

QUITERIENSE É UM DOS MAIS RESPEITADOS REIS DA BALADA CEARENSE

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
23/03/2010 às 16h39 Atualizada em 23/03/2010 às 16h40
O Zoeira, caderno de entretenimento do Diário do Nordeste, numa matéria com o título Os reis da Balada destaca o empreendedor quiteriense, Isaías
Duarte, mais conhecido no meio do forró como Isaías CD. Sempre com as
malas prontas para acompanhar, nas viagens, suas seis bandas (Aviões do
Forró, Solteirões do Forró, Forró dos Plays, Forró do Muido, Forró do
Bom e Balancear), ele reconhece que passa pouco tempo em casa.
Quando
não está viajando, Isaías provavelmente estará no escritório da A3
Entretenimento - empresa da qual é sócio ao lado de Carlos Aristides e
André Camurça. Dividimos o trabalho. Eu fico com a divulgação das
bandas. Por isso, viajo muito, diz.
Trabalho não falta. Afinal, é
da A3 Entretenimento o império do forró. Além das bandas, eles são
donos de seis casas de shows - Forró no Sítio, Kangalha, Curral do Boi,
G4, Hangar e Danadim. É muita coisa. Temos que administrar tudo isso,
gravação de CDs, a rotina das bandas.
São mais de 800
funcionários diretos. Sem contar com os empregos indiretos, informa.
Quem
vê tudo o que Isaías conquistou nem imagina que há sete anos, ele era
apenas o zelador de uma empresa que agenciava bandas de forró. Hoje,
dono, garante que não esquece suas origens e mantém o pé no chão.
Fui
zelador em uma granja, lavei ônibus das bandas de forró, vendi CDs,
depois fui representante das bandas até chegar onde estou. Vim com 11
anos de Santa Quitéria para Fortaleza e cheguei a dormir no carro de uma
mulher para quem eu vendia pastel. As condições mudaram para mim. Nem
imaginava que chegaria a isso. Eu sonhava com uma bicicleta, conta.
Com
uma trajetória digna de filme, Isaías prova que para ter sucesso é
necessário sintonia com o que faz e muita dedicação. Sempre gostei de
forró. Escuto desde os cinco anos. Criei os nomes, descobri as bandas.
Ia a muitas festas, mesmo quando não tinha dinheiro. Pulei muito o muro
(risos) das casas de show. Hoje, quando tô de folga, escuto forró e vou
pras festas de forró, não tem jeito.
Entre suas grandes alegrias
está o fato de ter colocado o Aviões no Forró como a número um do
segmento. E mesmo quem não gosta do estilo reconhece que foi a banda
cearense que alcançou feitos, como ser a primeira representante do forró
a tocar em uma micareta e a ter um bloco no Carnaval de Salvador.
Acho
que derrubamos muitos preconceitos graças ao nosso trabalho. O forró
ganhou outra categoria. Só não tem mais força ainda porque quem trabalha
na nossa área é muito desunido, reclama.
Aqui pra nós:
Ser quiteriense é isso e não precisa dizer mais nada.