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Camilo confirma Elmano como candidato ao governo e diz que oposição não tem projeto para o Ceará

Ministro afirma que reeleição do governador é prioridade do PT e defende que decisões eleitorais sigam projeto nacional liderado por Lula

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: GC Mais
26/01/2026 às 08h35
Camilo confirma Elmano como candidato ao governo e diz que oposição não tem projeto para o Ceará
Foto: Reprodução/Instagram

O ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou que o governador Elmano Freitas será o candidato do Partido dos Trabalhadores à reeleição no Ceará em 2026 e afirmou que a oposição no estado “não tem projeto”. Em entrevista ao jornal O Globo, Camilo tratou do cenário político local e nacional, comentou a articulação do PT para as eleições, defendeu o fortalecimento dos palanques de Lula nos estados e avaliou que decisões individuais não podem se sobrepor ao projeto político liderado pelo presidente.

Para o ministro, o PT trabalha com a candidatura de Elmano Freitas como prioridade no Ceará. Além disso, ele destacou que o governador vem apresentando resultados positivos e afirmou que seu papel será ajudar na articulação política para evitar retrocessos no estado.

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“O candidato é o Elmano. A ideia é que eu possa estar mais livre para ajudar, inclusive na eleição presidencial no Nordeste”, afirmou Camilo.

Segundo ele, o projeto político no Ceará tem se fortalecido, citando a vitória do PT em Fortaleza como exemplo. “Fortaleza foi a única capital onde o PT elegeu o prefeito”, ressaltou.

Ao comentar o cenário eleitoral no estado, Camilo Santana afirmou que a oposição se uniu ao bolsonarismo e criticou a ausência de propostas concretas para o Ceará.

“Eles não têm projeto, é o ódio”, disse. Questionado sobre uma eventual candidatura de Ciro Gomes, Camilo reconheceu que ele aparece hoje como o adversário mais forte de Elmano, mas afirmou que não vê ameaça direta à reeleição do governador.

“Ninguém escolhe adversário. Vamos trabalhar para fortalecer o arco de alianças”, completou.

Articulação nacional e palanques de Lula

Na entrevista ao O Globo, Camilo Santana também abordou as dificuldades do governo na formação de palanques no Sudeste, região considerada estratégica para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o ministro, uma candidatura presidencial precisa estar amparada por alianças estaduais sólidas. Ele citou os desafios no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais e defendeu que lideranças do partido estejam dispostas a cumprir missões políticas.

“Não é querer ou não querer. Muitas vezes precisamos nos colocar à disposição em nome do projeto nacional”, afirmou.

Camilo defendeu que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não pode tratar uma eventual candidatura em São Paulo como uma decisão individual. Para ele, Haddad integra um projeto político maior liderado por Lula.

“O Haddad representa algo muito maior. Então não pode se dar ao luxo de tomar uma decisão individual. Ele faz parte de um projeto de Brasil”, declarou, acrescentando que acredita que o ministro pode se empolgar com a possibilidade de disputar a eleição.

PT no Nordeste e alianças eleitorais

Camilo Santana avaliou que, apesar do crescimento da direita, o PT segue forte no Nordeste. Segundo ele, pesquisas qualitativas indicam vantagem de Lula na região, mesmo com disputas mais acirradas nas capitais.

“A avaliação que se faz no Nordeste é que o PT continua muito forte”, disse. Ele afirmou ainda que o partido está disposto a abrir mão da cabeça de chapa em alguns estados, se isso fortalecer a reeleição presidencial.

Na avaliação do ministro, independentemente do nome escolhido pela oposição, o principal adversário do governo seguirá sendo o bolsonarismo.

“Tarcísio, Flávio Bolsonaro, Zema… todos fazem parte do projeto do Bolsonaro. Venha quem venha, o Lula ganha essa eleição”, afirmou.

Camilo Santana destacou que a segurança pública será um dos principais temas da campanha e defendeu que o PT adote um discurso mais firme sobre o combate ao crime organizado.

“Nós precisamos ser enfáticos e combater veementemente o crime organizado no Brasil, custe a quem custar”, afirmou.

Ele citou a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública e o projeto de lei antifacção como medidas centrais para endurecer o enfrentamento às organizações criminosas.

Por fim, o ministro defendeu penas mais rigorosas para integrantes de facções e para crimes violentos.

“A lei antifacção é para endurecer as penas para as organizações criminosas e precisa endurecer para quem tira a vida das pessoas intencionalmente”, concluiu.