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Adolescentes investigados por morte do cãozinho Orelha voltam ao Brasil; celulares são apreendidos

Família dos jovens afirmou que a viagem já estava programada anteriormente

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa Fonte: Portal GCMAIS
30/01/2026 às 08h00
Adolescentes investigados por morte do cãozinho Orelha voltam ao Brasil; celulares são apreendidos
Foto: Reprodução

Dois adolescentes suspeitos de participação nas agressões que resultaram na morte do cão Orelha, em Florianópolis, foram alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (29). A ação faz parte das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina sobre o caso que gerou forte comoção social e repercussão nacional no início do ano.

Segundo a polícia, os adolescentes viajaram para Orlando, nos Estados Unidos, logo após a possível participação na violência contra o animal. Em nota enviada à imprensa, a família dos jovens afirmou que a viagem já estava programada anteriormente e não teve qualquer relação com o episódio envolvendo o cão Orelha.

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O retorno dos adolescentes ao Brasil ocorreu com policiamento reforçado no Floripa Airport. De acordo com a Polícia Civil, a medida foi adotada para preservar a integridade física dos jovens, já que ambos desembarcaram no mesmo voo e o caso mobilizou grande atenção pública.

As ordens judiciais de busca e apreensão foram cumpridas ainda no aeroporto, em uma sala restrita. Conforme a corporação, a estratégia visou garantir a segurança dos adolescentes, dos passageiros e dos profissionais que atuavam no terminal, evitando qualquer tipo de incidente durante a operação.

Durante a ação, equipes da Deacle (Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei) e da DPA (Delegacia de Proteção Animal) apreenderam aparelhos celulares e peças de vestuário dos dois adolescentes. O material será analisado e pode auxiliar no esclarecimento das circunstâncias das agressões.

A Polícia Civil informou ainda que o voo de retorno ao Brasil foi antecipado, permitindo o cumprimento imediato das decisões judiciais. As investigações sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes seguem em andamento, sob sigilo, conforme determina a legislação que trata de menores de idade.

Paralelamente, três adultos ligados aos adolescentes já foram indiciados por coação de testemunha. Segundo o delegado-geral Ulisses Gabriel, dois dos indiciados são pais dos jovens e o terceiro é tio de um deles. Entre os investigados há um advogado e dois empresários, e o inquérito sobre esse crime já foi concluído.

O caso do cão Orelha, que era cuidado pela comunidade da Praia Brava, em Florianópolis, causou indignação em todo o país. O animal foi agredido a pauladas por quatro adolescentes e morreu no dia 5 de janeiro, desencadeando protestos, manifestações em defesa da causa animal e uma cobrança intensa por responsabilização dos envolvidos.