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Ceará é o segundo estado do Norte e Nordeste que mais gerou empregos na indústria em 2025

Ao todo, o estado contabilizou um total de 290.630 trabalhadores com carteira assinada no setor industrial, atrás apenas da Bahia, com 325.154 vínculos.

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa Fonte: Opinião CE
31/01/2026 às 10h21
Ceará é o segundo estado do Norte e Nordeste que mais gerou empregos na indústria em 2025
Foto: Tiago Stille/Casa Civil

O Ceará encerrou 2025 com o segundo maior número de empregos formais na indústria entre os 16 estados das regiões Norte e Nordeste. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na última quinta-feira (29), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

De janeiro a dezembro, o estado contabilizou um total de 290.630 trabalhadores com carteira assinada no setor industrial, atrás apenas da Bahia, com 325.154 vínculos, enquanto Pernambuco ocupou a terceira colocação, com 258.556 empregos.

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O governador Elmano de Freitas (PT) celebrou os números, pois isso significa mais renda, estabilidade e oportunidades para milhares de famílias cearenses, além de reforçar a indústria como motor do desenvolvimento estadual.

“O trabalho não para! Temos a missão de consolidar ainda mais uma política consistente de atração de investimentos e fortalecer a nossa indústria”, defendeu o chefe do Executivo do Ceará.

O presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Danilo Serpa, responsável pela operacionalização do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI) do Estado, enxerga esse desempenho como fruto de uma política consistente de incentivos ao setor.

Mesmo em um ano desafiador, marcado pelo tarifaço dos Estados Unidos, o diálogo com o setor produtivo e a agilidade das ações do Governo do Ceará foram decisivos para mitigar impactos e preservarmos a economia local”, destaca.

O pensamento é similar ao do titular da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE), Domingos Filho, que enxerga nos números a consistência e a consolidação de políticas que incentivam a indústria. “É através dessa dedicação constante que conseguimos atrair novos investimentos. Trata-se de políticas de incentivo aliadas à oferta de infraestrutura adequada”, completou.

Entre os segmentos que mais contribuíram para o desempenho da indústria cearense estão os setores de calçados (69.005 empregos), alimentos (45.080), confecção (41.835), minerais não metálicos (13.997), têxtil (13.780), produtos de metal (9.102), bebidas (7.638), produtos de borracha (7.207), móveis (7.166) e químico (7.151).

Novos investimentos

A expectativa do governo estadual é que, em 2026, os números alcancem patamares importantes, pois o Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado (Condec) aprovou 130 novos pleitos de empresas interessadas em investir ou ampliar suas operações em território cearense.

Somados, os projetos preveem mais de R$ 1 bilhão em investimentos privados e a geração de aproximadamente de 5 mil novas oportunidades de trabalho no Ceará.