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Governo do Ceará vai assumir gestão do Castanhão e de outras barragens do Dnocs

O secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, Fernando Santana, afirmou que já há um ajuste para que a gestão passe para o Estado

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa Fonte: Opinião CE
12/02/2026 às 14h57
Governo do Ceará vai assumir gestão do Castanhão e de outras barragens do Dnocs
Foto: Divulgação/SRH

O secretário dos Recursos Hídricos (SRH) do Ceará, Fernando Santana (PT), afirmou, em entrevista ao podcast Questão de Opinião, do Opinião CE, que o Governo do Estado vai assumir a gestão de barragens que, atualmente, estão sob controle do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), autarquia federal vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Santana afirmou que já há um ajuste para que a gestão passe para o Estado. “Estamos só na parte burocrática. Já foi aceito pelo Dnocs e pelo Ministério, não só o Castanhão, como outros”, disse.

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O secretário destacou que, mesmo os açudes sendo atualmente geridos pelo Dnocs, o Governo tem realizado parcerias com a autarquia. Ele frisou que, com a gestão do Governo, porém, o Estado estaria apto, jurídica e legalmente, a intervir a qualquer momento.

Ele ressaltou que a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) tem condição de gerir os equipamentos.

Falta perna para o Dnocs cuidar de tudo. No Ceará, é muito grande a estrutura que o Dnocs tem que cuidar. Nossa Cogerh tem condições financeiras, especialistas e perna para cuidar do nosso Ceará”, afirmou.

Dentre os açudes, como citou o titular da pasta, está o Castanhão, o maior do Estado. Localizado em Jaguaribara, ele também abrange as cidades de Alto Santo, Jaguaribe e Jaguaretama. A barragem é essencial para a vazão de água para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Sobre o Castanhão, o gestor da SRH destacou que, para a realização de uma intervenção realizada na barragem, em que houve a instalação de iluminação, foi necessário o envio de documentos ao órgão federal, o que gerou uma burocracia a mais. “Se fosse nosso, estaríamos fazendo limpeza, organizando e mantendo”, disse.