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Empresa de viagens em Fortaleza é denunciada por clientes após supostas práticas abusivas

Clientes denunciam pressão psicológica e dificuldade para reaver dinheiro após fechar contrato com empresa.

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa Fonte: G1 Ceará
19/02/2026 às 15h12
Empresa de viagens em Fortaleza é denunciada por clientes após supostas práticas abusivas
Foto: Reprodução

Uma empresa que comercializa pacotes de viagens em Fortaleza é alvo de denúncias por supostas práticas abusivas. Uma das consumidoras relata ter sido pressionada para aderir a um pacote e afirma que após solicitar o cancelamento não conseguiu reaver o valor pago.

Uma das clientes é Dayanne dos Santos. Ela foi abordada no Mercado Central por promotores da MVC Férias, que ofereceram passeios gratuitos em troca do preenchimento de um questionário e da participação em uma apresentação comercial sobre um plano de viagens.

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No entanto, a consumidora afirma que foi pressionada a fechar um pacote e ao optar pelo cancelamento não obteve o valor pago.

Há ainda relatos semelhantes publicados na internet. Na plataforma de avaliações do Google, a empresa registra nota 1,7 de 5. Entre as queixas feitas por consumidores estão denúncias de pressão para o fechamento de contratos, dificuldades ou negativa de cancelamento e entrega de vouchers que, segundo os relatos, não puderam ser utilizados.

Entenda o caso

Dayanne dos Santos e a companheira foram abordadas no Mercado Central, no dia 4 de outubro de 2025, por promotores, que ofereceram um pacote de passeios para três praias em troca do preenchimento de um questionário e da participação em uma apresentação comercial sobre um plano de viagens.

Segundo a consumidora, a proposta incluía o pagamento de transporte até o endereço da empresa e a promessa de que a apresentação teria duração média de 40 minutos. No entanto, a experiência foi diferente do prometido.

“Fomos, escutamos tudo lá e isso demorou mais de 2h. Nos ofereceram um plano de viagens por pontos, iríamos pagar um valor parcelado e teríamos descontos em passagens e hotéis. De tanta pressão, aceitamos”, afirmou.

Ao tentar realizar o pagamento da entrada, no valor de R$ 1.800 via Pix, o banco emitiu um alerta de possível golpe. “Avisamos a eles e fizeram cara de surpresa e tentaram contornar a situação”, contou.

Mesmo diante do aviso, a consumidora afirma que os vendedores intensificaram a pressão para que o contrato fosse fechado. O pagamento acabou sendo feito no débito. Logo em seguida, ainda no estabelecimento, o casal pediu o estorno do valor.

Segundo o relato, um gerente foi chamado e teria feito “pressão psicológica” para que desistissem do cancelamento.

Já em casa, longe do ambiente de negociação, o casal decidiu formalizar o cancelamento. Inicialmente, a empresa teria informado que não seria possível. Depois, apresentou a opção de distrato mediante pagamento de multa de 25% sobre o valor contratado.

“Assinamos e deram 30 dias úteis para o estorno, passou o prazo e nada disso aconteceu e devolverem o dinheiro”, afirmou Dayanne.

Desde então, as tentativas de contato das clientes não tiveram retorno efetivo. A justificativa apresentada seria de que o caso estaria “com o financeiro” e que seria necessário aguardar.

O g1 entrou em contato com a empresa, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.