Entenda o caso
Dayanne dos Santos e a companheira foram abordadas no Mercado Central, no dia 4 de outubro de 2025, por promotores, que ofereceram um pacote de passeios para três praias em troca do preenchimento de um questionário e da participação em uma apresentação comercial sobre um plano de viagens.
Segundo a consumidora, a proposta incluía o pagamento de transporte até o endereço da empresa e a promessa de que a apresentação teria duração média de 40 minutos. No entanto, a experiência foi diferente do prometido.
“Fomos, escutamos tudo lá e isso demorou mais de 2h. Nos ofereceram um plano de viagens por pontos, iríamos pagar um valor parcelado e teríamos descontos em passagens e hotéis. De tanta pressão, aceitamos”, afirmou.
Ao tentar realizar o pagamento da entrada, no valor de R$ 1.800 via Pix, o banco emitiu um alerta de possível golpe. “Avisamos a eles e fizeram cara de surpresa e tentaram contornar a situação”, contou.
Mesmo diante do aviso, a consumidora afirma que os vendedores intensificaram a pressão para que o contrato fosse fechado. O pagamento acabou sendo feito no débito. Logo em seguida, ainda no estabelecimento, o casal pediu o estorno do valor.
Segundo o relato, um gerente foi chamado e teria feito “pressão psicológica” para que desistissem do cancelamento.
Já em casa, longe do ambiente de negociação, o casal decidiu formalizar o cancelamento. Inicialmente, a empresa teria informado que não seria possível. Depois, apresentou a opção de distrato mediante pagamento de multa de 25% sobre o valor contratado.
“Assinamos e deram 30 dias úteis para o estorno, passou o prazo e nada disso aconteceu e devolverem o dinheiro”, afirmou Dayanne.
Desde então, as tentativas de contato das clientes não tiveram retorno efetivo. A justificativa apresentada seria de que o caso estaria “com o financeiro” e que seria necessário aguardar.
O g1 entrou em contato com a empresa, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
