
O desafio da gravidez precoce marca significativamente a trajetória de muitas meninas menores de 18 anos, que estão em período de transformações físicas e emocionais. No Ceará, 7.389 nascimentos de bebês de mães adolescentes foram registrados entre janeiro e agosto de 2025. Nesse mesmo período de 2024, o Estado notificou 7.960 nascimentos de meninas na adolescência. Entre janeiro e agosto de 2025, o Brasil registrou 168.713 nascimentos de bebês filhos de mães com idades entre 15 e 19 anos.
Na mesma época de 2024, 179.428 nascidos de gestações precoces, totalizando 261.206 nascimentos ao final do ano em todo o País. Entre os estados da região Nordeste, o Ceará é o terceiro da lista com o maior número de nascimentos de bebês de mães adolescentes, atrás do Piauí e Maranhão.
Em 2025, o Ceará registrou um total de 78 mortes maternas, dos quais duas meninas com idades entre 10 e 14 anos foram a óbito, além de outras quatro adolescentes (de 15 a 19 anos), segundo o painel Integra Sus, do Governo do Estado. A OMS também ressalta que a gravidez precoce pode agravar vulnerabilidades sociais e econômicas já existentes.