Quarta, 25 de Fevereiro de 2026
21°C 35°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

Capitão Wagner oferece recompensa de R$ 10 mil por informações sobre Bebeto do Choró

Bebeto foi cassado da Prefeitura de Choró em meio a investigações sobre compra de votos nas eleições de 2024

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: GC Mais
25/02/2026 às 11h51
Capitão Wagner oferece recompensa de R$ 10 mil por informações sobre Bebeto do Choró
Foto: Reprodução

Capitão Wagner, ex-deputado e presidente do União Brasil no Ceará, anunciou nas redes que está oferecendo uma recompensa no valor de R$ 10 mil por informações que efetivamente levem à prisão de Bebeto do Choró, prefeito eleito em 2024 e que está foragido há mais de um ano. Ele, que foi eleito à Prefeitura de Choró e já teve o diploma cassado, é acusado de ser membro de uma facção criminosa.

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) confirmou em agosto do ano passado, por unanimidade, a cassação do diploma do prefeito de Bebeto e do vice-prefeito Bruno Jucá Bandeira, por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024. A decisão determinou a realização de uma nova eleição no município. A nova eleição em Choró acontecerá no próximo domingo (1º).

Capitão Wagner explica ainda que foi criado um site para monitorar o caso, explicando o ocorrido e registrando exatamente há quanto tempo Bebeto está foragido da Justiça. No endereço eletrônico, há ainda orientações sobre como contribuir com as investigações das forças de segurança.

Continua após a publicidade
Anúncio

“Você pode passar informações de forma reservada, no site, informações que levem à prisão de Bebeto. E, na hora que efetuarmos a prisão, se for verificado que a informação é verdadeira, você vai receber na sua conta – ou em mãos, da forma que achar mais seguro – R$ 10 mil. Esse é o desafio e essa é a contribuição que você pode dar para o nosso estado”, diz ele, no vídeo compartilhado nas redes.

A situação política em Choró é marcada por instabilidade desde o final de 2024, quando Bebeto Queiroz se tornou foragido em meio a investigações da Polícia Federal. As apurações envolvem suspeitas de desvio de emendas parlamentares para financiar compra de votos em diversos municípios cearenses.

Cassação

O TRE-CE confirmou a cassação de Bebeto em agosto de 2025, por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024. Durante a sessão plenária híbrida, o desembargador eleitoral Wilker Macedo Lima, relator do processo, manteve parcialmente a sentença de abril de 2025. Ele afastou as penalidades de inelegibilidade e multa impostas a Bruno Jucá, vice-prefeito eleito, alegando falta de provas de sua participação direta nos ilícitos. Já em relação a Bebeto Queiroz, a Justiça Eleitoral manteve todas as sanções: cassação do diploma, inelegibilidade por oito anos e multa de R$ 53.205,00 por compra de votos.

A defesa de Bebeto argumentou que o processo seria duplicado, mas a tese foi rejeitada pelo relator, que destacou a existência de provas materiais robustas, como a apreensão de mais de R$ 500 mil em espécie, transferências bancárias suspeitas, mensagens telefônicas e depoimentos de testemunhas. Para o desembargador, os elementos apontam para um esquema sistemático e de grande magnitude, indo além de simples indícios.

Registro de candidatura e operações

Bebeto Queiroz não pôde tomar posse como prefeito de Choró no dia 1º de janeiro de 2025, quando a cerimônia de posse ocorreu na Câmara Municipal. Durante o evento, o prefeito eleito estava ausente e, na mesma data, o Ministério Público do Ceará (MPCE) pediu a cassação do registro de candidatura dele e do vice. Desde então, Bebeto segue foragido, com mandado de prisão em aberto.

A cassação do prefeito eleito está relacionada a duas operações importantes: a Operação “Vis Occulta”, da Polícia Federal, que apura a compra de votos durante as eleições municipais de 2020 em Choró, e a Operação “Ad Manus”, do MPCE, que investiga possíveis atos ilícitos envolvendo contratos de prestação de serviços para o abastecimento de veículos da Prefeitura de Choró.

Bebeto Queiroz já havia sido preso por 10 dias no âmbito da operação “Vis Occulta”, mas foi solto e posteriormente indiciado também pela operação “Ad Manus”. Desde então, ele encontra-se foragido da Justiça.