Elize vai responder por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima) e ocultação de cadáver.O promotor de Justiça José Carlos Cosenzo, autor da denúncia, acredita haver elementos para que Elize seja condenada a 35 anos de prisão. Ele considerou que o caso atende aos três requisitos básicos para a decretação da prisão preventiva: a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução penal e a efetiva aplicação da lei penal. “Se ela fosse posta em liberdade, poderia correr risco de vida ou fugir”, disse.Classificando o crime como “hediondo, cruel e repugnante”, o promotor fez um relato minucioso dos acontecimentos que culminaram na morte do empresário. “Para mim, trata-se de um crime premeditado”, afirmou. Segundo ele, a motivação não seria apenas vingança por estar sendo traída, mas também material. Em sua denúncia, o promotor relatou: "Beneficiária única de seguro de relevante valor (600 mil reais), ficando com a filha herdeira do enorme patrimônio do pai, resolveu mata-lo. Conseguiria se vingar e ficaria rica.” Cosenzo também acredita, assim como a polícia, que Elize não tenha contado com ajuda de uma terceira pessoa para cometer o homicídio, nem para ocultar o cadáver.
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