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Aluno forçado a comer 7 fatias de bolo em escola tem síndrome que faz com que ele engorde com facilidade

Família afirma que síndrome diagnosticada ainda na infância provoca dificuldades de aprendizagem e faz com que o adolescente ganhe peso com mais facilidade.

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa Fonte: G1 Ceará
28/02/2026 às 08h35
Aluno forçado a comer 7 fatias de bolo em escola tem síndrome que faz com que ele engorde com facilidade
Foto: Instagram/ Reprodução

O adolescente de 16 anos que foi forçado por colegas a comer ao menos sete fatias de bolo dentro de uma escola estadual no Bairro Dom Lustosa, em Fortaleza, possui uma síndrome diagnosticada ainda na infância que provoca dificuldades de aprendizagem e faz com que ele ganhe peso com mais facilidade.

O caso aconteceu na última quinta-feira (26), no CAIC Raimundo Gomes de Carvalho, e ganhou repercussão após vídeos serem publicados nas redes sociais por um dos envolvidos. As imagens mostram o jovem sendo constrangido enquanto outros alunos riem e registram a situação.

Segundo familiares, o estudante não reagiu às provocações. Desde pequeno, ele enfrenta desafios relacionados à condição de saúde, que afeta seu desenvolvimento e contribuiu para a obesidade.

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Medidas adotadas

A Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) informou em nota,que repudia a prática de bullying e que adotou medidas imediatas após tomar conhecimento do caso.

Segundo o órgão, a vítima e a família estão recebendo acolhimento, escuta e suporte psicológico. Os estudantes envolvidos foram convocados junto aos responsáveis e poderão sofrer medidas previstas no regimento escolar.

A pasta também informou que a escola realizou uma ação de conscientização com os alunos e que a temática do bullying será trabalhada ao longo da próxima semana, com apoio de psicólogos e assistentes sociais.

Investigação

A Secretaria da Segurança Pública informou que o Grupo de Segurança Escolar (GSE), da Polícia Militar, esteve na instituição após o caso vir à tona. As circunstâncias serão investigadas pela Polícia Civil.

A pasta reforçou que familiares da vítima devem procurar uma unidade policial para formalizar o registro e colaborar com as investigações.