
O empate em 1 a 1 entre Fortaleza e Ceará, neste domingo, 1º, na Arena Castelão, em Fortaleza, registrou o menor público em finais do Campeonato Cearense desde 2018. Ao todo, 20.611 torcedores acompanharam o jogo de ida da decisão estadual, que deixou o título em aberto para o confronto do próximo domingo, 8.
O número ficou abaixo das expectativas para o Clássico-Rei, que tradicionalmente mobiliza as duas maiores torcidas do Estado. A marca só não foi inferior à registrada em 4 de abril de 2018, quando 18.312 pessoas estiveram no estádio na primeira partida da final daquele ano — vencida pelo Ceará por 2 a 1. O Vovô conquistou o título na sequência.
Diversos fatores ajudam a explicar a presença reduzida. A capital cearense amanheceu sob forte chuva, com previsão de instabilidade ao longo do dia. Além disso, Fortaleza e Ceará vêm de rebaixamento recente na Série A do Campeonato Brasileiro, cenário que impactou o engajamento do torcedor nesta temporada.
Como mandante, o Fortaleza levou mais torcedores ao Castelão, impulsionado pela liberação de sócios. No início da partida, as arquibancadas protagonizaram a tradicional festa, com mosaico tricolor e bandeirões alvinegros. No entanto, o ritmo do primeiro tempo esfriou o ambiente.
O desempenho das equipes dentro de campo refletiu diretamente no comportamento das torcidas. A etapa inicial teve poucas emoções, e o cenário se manteve após o intervalo. Quando o sistema de som informou que os visitantes poderiam deixar o estádio até os 35 minutos ou uma hora após o apito final, parte da torcida alvinegra começou a se retirar.
A reta final, contudo, mudou o clima. O Fortaleza pressionou em busca do gol e reacendeu o apoio nas arquibancadas. O Leão marcou com Lucas Emanoel, inflamando os tricolores. Quando a vitória parecia encaminhada, Lucca apareceu livre e empatou para o Ceará, mantendo o confronto indefinido.
Para o segundo jogo da decisão, marcado para o próximo domingo, 8, a expectativa é de casa cheia na Arena Castelão. O clássico deve repetir a mobilização característica das finais estaduais.
Diferentemente do primeiro Clássico-Rei do ano, realizado em fevereiro, não houve registro de confrontos fora do estádio. Naquela ocasião, as Forças de Segurança do Estado realizaram 357 capturas após episódios de violência. Depois dos conflitos, integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) teriam ameaçado lideranças de torcidas organizadas de Ceará e Fortaleza, o que resultou na renúncia dos presidentes dessas associações.