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Papa Leão XIV pede diplomacia e alerta para espiral de violência no Oriente Médio

Em meio ao conflito no Oriente Médio, Papa pede diplomacia e cobra diálogo para evitar tragédia de grandes proporções

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: GC Mais
02/03/2026 às 09h22
Papa Leão XIV pede diplomacia e alerta para espiral de violência no Oriente Médio
Foto: Reprodução/vaticannewspt

O Papa pede diplomacia diante do agravamento do conflito no Oriente Médio e fez um apelo público para que as partes envolvidas interrompam a escalada de confrontos. A declaração foi feita neste domingo (1º), após ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel contra o Irã no sábado (28), que ampliaram a tensão na região.

Durante pronunciamento, o pontífice afirmou estar profundamente preocupado com os desdobramentos militares. “Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, dirijo às partes envolvidas um veemente apelo para que assumam a responsabilidade moral de pôr um fim à espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável”, declarou.

Os bombardeios ao território iraniano deixaram centenas de mortos e feridos, segundo autoridades locais e veículos da imprensa estatal. Entre as vítimas estariam integrantes da cúpula militar do país, como o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, major-general Mohammad Pakpour.

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A mídia oficial iraniana também confirmou, na noite de sábado, a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o cargo há 36 anos. A informação intensificou o clima de instabilidade política e aumentou a preocupação da comunidade internacional quanto à possibilidade de novos desdobramentos militares.

Pontífice defende diálogo e papel da diplomacia

Ao reforçar que o Papa pede diplomacia como caminho prioritário, o líder da Igreja Católica destacou que a estabilidade global depende de negociações responsáveis. “A diplomacia recupere o seu papel, e que seja promovido o bem dos povos, que anseiam por uma convivência pacífica, baseada na justiça”, afirmou.

Ele acrescentou que a paz não pode ser construída por meio de ameaças ou do uso de armas. “A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”, completou.

O conflito no Oriente Médio voltou ao centro das atenções internacionais após a ofensiva militar do último fim de semana. Analistas avaliam que a atual crise pode gerar impactos políticos, econômicos e diplomáticos em escala global, caso não haja contenção das ações militares.