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Mãe de Santa Quitéria registra denúncia de lesão corporal contra filho com TEA na Policlínica de Sobral

Orientada por um advogado, ela procurou o Conselho Tutelar, que recomendou o registro do boletim de ocorrência.

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia
03/03/2026 às 08h56
Mãe de Santa Quitéria registra denúncia de lesão corporal contra filho com TEA na Policlínica de Sobral
Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal

Uma mãe de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), residente no distrito de Lisieux, em Santa Quitéria, registrou uma denúncia de lesão corporal contra seu filho durante atendimento na Policlínica Bernardo Félix da Silva em Sobral, na última sexta-feira (27).

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher informou que levou o filho, diagnosticado com TEA e hiperatividade, nível de suporte 3, para uma consulta de fonoaudiologia na Policlínica de Sobral. Durante o atendimento, a profissional responsável pela consulta teria retirado o paciente da sala empurrando-o, alegando que a criança havia tentado agredi-la.

Ainda segundo o relato, a mãe questionou a atitude da fonoaudióloga e afirmou que poderia ter sido chamada para ajudar a acalmar o filho. Em outro momento, ao tentar segurar o crachá da profissional, o menino teria tido a mão empurrada.

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De acordo com a mãe, ela tentou entender o ocorrido e conversar com a profissional, destacando que o diagnóstico do filho constava na ficha de atendimento. “Ela é profissional e eu creio que estudou para lidar com crianças especiais. Situações como essa podem acontecer, porque crianças especiais podem mudar de comportamento, principalmente em um lugar que não estão acostumadas", ressaltou a mãe.

Após o ocorrido, ela percebeu marcas de unhas no braço da criança, que foram fotografadas. Orientada por um advogado, ela procurou o Conselho Tutelar, que recomendou o registro do boletim de ocorrência.

A reportagem do AVSQ procurou a Policlínica nos contatos disponíveis no site, bem como a ouvidoria e o próprio Consórcio de Saúde para obter um posicionamento sobre o caso, mas as chamadas não foram atendidas até o fechamento da matéria. O espaço segue a disposição.