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Justiça recebe denúncia contra 101 torcedores presos por briga entre torcidas de Ceará e Fortaleza

Os torcedores seguem presos e devem perder a final do Campeonato Cearense 2026, entre os dois clubes, marcada para este domingo (8).

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa Fonte: G1 Ceará
08/03/2026 às 09h59
Justiça recebe denúncia contra 101 torcedores presos por briga entre torcidas de Ceará e Fortaleza
Foto: Reprodução

Pelo menos 101 torcedores dos times Ceará e Fortaleza, que foram presos antes de um Clássico-Rei no dia 8 de fevereiro deste ano, devem perder a final do Campeonato Cearense 2026, entre os dois clubes, marcada para este domingo (8 de março). O grupo virou réu na Justiça Estadual e segue preso.

A 11ª Vara Criminal recebeu a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) contra o grupo de torcedores, no último dia 2 de março.

Os torcedores viraram réus pelos crimes de lesão corporal de natureza grave, dano, associação criminosa, desobediência, corrupção de menor e praticar violência em eventos esportivos.

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O juiz ressaltou, na decisão, que, sobre o crime de associação criminosa, "é de se ressaltar que os indícios de materialidade e autoria se revelam, no caso concreto, pelo histórico das torcidas organizadas na formação de grupos criminosos, o que faz prevalecer nesta fase de recebimento da denúncia o princípio in dubio pro societate, sem prejuízo de análise mais específica sobre a conduta de cada denunciado durante a instrução criminal".

Na denúncia, a 144ª Promotoria de Justiça de Fortaleza detalhou que os 101 torcedores foram presos antes do Clássico-Rei (jogo entre os times de futebol Ceará e Fortaleza) do dia 8 de fevereiro deste ano.

Naquele dia, unidades da Polícia Militar "deflagraram intervenção para conter violento confronto entre integrantes de torcidas organizadas dos dois clubes, com especial destaque para segmentos identificados como Força da Galera — TFG (antiga TUF) e Torcida Organizada do Ceará — TOC, além de dissidências correlatas", segundo o MPCE.

"A intervenção concentrou-se, dentre outros pontos, na Rua Doutor Valmir Pontes e adjacências do Bairro Edson Queiroz, registrando-se cenário de acentuada barbárie e grave ruptura da paz pública", acrescentou a 144ª Promotoria de Justiça de Fortaleza.

Grupo liberado pela Justiça

Outro grupo, de 89 torcedores, envolvidos em outra briga antes do Clássico-Rei, foi liberado pela Justiça do Ceará. Os torcedores foram soltos no dia 23 de fevereiro deste ano, e a informação foi repassada pelo Tribunal de Justiça do Ceará dois dias depois.

No vídeo, alguns homens apareceram saindo da Unidade Prisional de Triagem e Observação Criminológica (UP-TOC), localizada no Complexo Penitenciário de Aquiraz, na região metropolitana de unidade é a "porta de entrada" do sistema prisional do estado. De lá, é feita a distribuição dos detentos para outros presídios.

A 7ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza informou que para revogar as prisões preventivas foi considerada a primariedade dos réus, que não possuem antecedentes criminais ou infracionais, e não estão envolvidos em outros inquéritos ou ações penais.

Esses torcedores devem cumprir medidas cautelares, como:

  • proibição de deixar a cidade de Fortaleza sem autorização judicial
  • comparecimento periódico à Coordenadoria de Alternativas Penais
  • restrição de acesso a estádios de futebol em um raio de cinco quilômetros nos dias de jogos do Ceará e do Fortaleza.