
O estado do Ceará registra, na manhã desta segunda-feira (9), um total de 10 açudes sangrando, em diferentes regiões. Os dados são disponibilizados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos do Ceará (Funceme) a partir de dados hidrológicos da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).
São eles o Açude do Batalhão, o Tijuquinha, São José III, Colina, Trici, Caldeirões, Mamoeiro, Muquém, Olho d’Água e Cachoeira. Os açudes que têm de 70,1% a 100% da capacidade somam 37, que estão em situação considerada “muito confortável”, conforme divulgado. Além disso, há ainda 34 reservatórios com nível de água considerado confortável, ou seja, de 50,1% a 70% de capacidade.
Por outro lado, 12 açudes também apresentam situação “muito crítica”, como assinala o Portal Hidrológico do Ceará, ou seja, de 0% a 10% de capacidade: Sousa, Salão, Amarelas, Pompeu Sobrinho, Cedro, Margarida de Morais Queiroz (Pirabibu), Barra Velha, Flor do Campo, Potiretama, Adauto Bezerra, Facundo e Poço da Pedra. Por fim, 27 outros açudes estão em situação de alerta, entre 30,1% e 50% da capacidade de água.
O primeiro açude a sangrar em 2026, no estado do Ceará, teve máxima no dia 8 de fevereiro. Trata-se do açude Curral Velho, no município de Morada Nova, no interior do estado. A cheia ocorreu na tarde do dia em questão, um domingo, após dias seguidos de chuva em vários municípios cearenses.
Os açudes do Ceará continuam em recuperação gradual, mesmo com fevereiro registrando chuvas acima da média histórica. Até o início de março, os 143 reservatórios monitorados pelo estado estavam com 44,8% da capacidade total de armazenamento, praticamente igual ao mesmo período de 2025, que era de 45%. “Mesmo com as chuvas acima da média em fevereiro, praticamente o consumo se igualou com a água que chegou aos reservatórios”, afirmou Yuri Castro, presidente da Cogerh.
O aporte aos reservatórios somou pouco mais de 500 milhões de metros cúbicos, um volume considerado baixo diante da média anual, que supera os 4 bilhões de metros cúbicos. Segundo Castro, a expectativa é que os meses de março e abril, historicamente responsáveis pelos maiores aportes, possam garantir uma recuperação mais significativa. “O solo já está saturado, então esperamos que março e abril possam ter um aporte relevante”, destacou.