
A Justiça do Ceará condenou cinco homens pela morte de um torcedor do Ceará, ocorrida em 2023 durante um confronto entre torcidas em Fortaleza. As penas aplicadas aos réus somam 88 anos de prisão, e todos deverão cumprir sentença inicialmente em regime fechado, conforme decisão do Tribunal do Júri.
O julgamento foi concluído após dois dias de sessão no Fórum Clóvis Beviláqua. Os jurados acolheram a tese do Ministério Público do Ceará (MPCE), que apontou a participação conjunta dos acusados no crime. Eles foram condenados por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima.
De acordo com as investigações, o caso que resultou na morte de torcedor do Ceará aconteceu em março de 2023, no bairro Serrinha, quando a vítima, Ítalo Silva de Lima, seguia para a Arena Castelão. Na ocasião, torcedores rivais se encontraram nas proximidades do estádio, o que deu início a uma briga generalizada.
Ainda segundo a apuração policial, a vítima tentou fugir da confusão, mas foi perseguida por integrantes do grupo. Ítalo foi alcançado e espancado com extrema violência, incluindo agressões com pedaços de madeira. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
A denúncia apresentada pelo MPCE destacou que os acusados agiram em grupo, o que dificultou qualquer possibilidade de reação da vítima. A ação coletiva foi um dos fatores considerados para a condenação no caso da morte de torcedor do Ceará, reforçando a caracterização do crime como homicídio qualificado.
As penas foram definidas de forma individual, de acordo com o grau de participação de cada réu. Dois dos condenados receberam punições superiores a 20 anos de prisão, enquanto os demais tiveram penas que variam entre cerca de 11 e 13 anos. Além disso, alguns também foram condenados por associação criminosa e corrupção de menores.
Foram condenados: Lucas Araújo Barbosa, a 13 anos de prisão; Arão Bouzgaib Varela Maia, a 27 anos, 7 meses e 15 dias de prisão; Antônio Gomessom Martins da Silva, a 13 anos de prisão; Lucas do Espírito Santos Costa, a 11 anos de prisão; e John Patrick Vieira da Silva, a 24 anos e seis meses de prisão.
O caso da morte de torcedor do Ceará teve grande repercussão à época. Inicialmente, oito pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público por envolvimento no crime. As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil, com base em depoimentos, imagens e outras provas que permitiram identificar os suspeitos.
Meses após o crime, o último investigado foi localizado e preso, concluindo a fase de capturas. Com isso, o processo avançou para julgamento. Três acusados ainda não foram julgados e devem passar por júri popular em sessão prevista para os próximos meses.
Durante o julgamento, a acusação sustentou que o crime foi praticado de forma premeditada e com uso de violência extrema. Já as defesas tentaram desclassificar as acusações ou reduzir as penas, mas os argumentos não foram aceitos pelo Conselho de Sentença.