
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri (PSB), disse que “com certeza” o senador Cid Gomes (PSB) estará na chapa majoritária de apoio à tentativa de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). Questionado se o PSB está animado para a possibilidade de Cid tentar novo mandato no Senado, Aldigueri afirmou que o parlamentar pode ir para a disputa “seja para o Senado ou como vice”.
Cid, desde o ano passado, vem afirmando que o PSB, caso tenha um espaço para as candidaturas governistas ao Senado, colocará o nome do deputado federal Júnior Mano na disputa. Parlamentares e filiados ao partido, no entanto, defendem que o senador seja candidato.
Na última segunda-feira (20), Cid falou pela primeira vez sobre a possibilidade de concorrer à reeleição ao Senado. O parlamentar falava sobre o seu desejo de seu irmão Ciro Gomes (PSDB) concorrer à Presidência, quando questionou se o ex-ministro, se candidato ao Governo do Ceará pela oposição, apoiaria outro nome ao Senado que não fosse o dele.
Durante coletiva na Alece, Aldigueri elogiou Cid e disse que o líder político faz política com “P maiúsculo” e “todo dia”.
“Cid não precisa estar em cargo público para fazer política, mas todos nós queremos, a população do Ceará quer, e tenho certeza de que o senador Cid estará na chapa majoritária”, disse.
Caso esteja como candidato na majoritária, o senador integrará uma candidatura à qual seu irmão Ciro, que pode ser candidato ao Governo do Estado, será oposição. Cid já afirmou que seria um “constrangimento” votar contra Ciro, mas reafirma o apoio a Elmano, com o qual ele diz ter compromisso.
Aldigueri subiu o tom contra ex-aliados de Cid Gomes, que criticam o senador por uma suposta traição a seu grupo político. “Cid é um estadista. Foi ele quem iniciou esse projeto e está do mesmo lado que sempre esteve”, disse o presidente da Alece.
O deputado não citou Ciro Gomes, que não poupa críticas ao irmão. “A gente ouve falar muito em traição e em facada. Quem diz ter recebido uma facada foi quem deu uma, na (então) governadora Izolda (Cela), no projeto de continuidade da gestão positiva. Foi quem retirou a possibilidade da primeira mulher governadora do Estado, respeitada em todo o país, ter o direito à sua reeleição. A população sabe disso e deu uma resposta nas urnas. E vai responder de novo. O que precisamos é de trabalho, é de gestão, é de compromisso com a população”, declarou.
A crítica de Romeu Aldigueri se refere ao movimento de integrantes do PDT, partido ao qual ele e Cid Gomes eram filiados, e que barrou a candidatura à reeleição de sua então correligionária Izolda Cela. Na ocasião, o então presidenciável Ciro Gomes defendeu que o candidato do grupo político fosse o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio. O racha do PDT causou uma ruptura na aliança do partido com o PT, que acabou lançando candidatura própria, com Elmano de Freitas encabeçando a a chapa que venceu em primeiro turno.