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Casos de leishmaniose caem quase 50% no Ceará em 2026

Dados da Secretaria da Saúde do Ceará mostram que o Estado soma 34 ocorrências até abril, contra 61 no mesmo período de 2025

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: O POVO
04/05/2026 às 09h52
Casos de leishmaniose caem quase 50% no Ceará em 2026
Bishop/CDC/Divulgação

Os casos de leishmaniose em seres humanos no Ceará caíram quase 50% entre janeiro e abril deste ano, em relação ao mesmo período de 2025. Segundo dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Ceará, até o dia 30 de abril de 2026 foram confirmados 34 casos da doença em todo o Estado. No mesmo período do ano passado, foram contabilizados 61 registros.

Os dados revelam que a maior parte dos casos se concentra em Fortaleza, que até o momento registrou sete ocorrências. Em seguida, na Região Metropolitana, Maracanaú soma três casos. Em 2025, a Capital também liderou os números, totalizando 49 registros da doença.

Os homens representam o grupo mais vulnerável à infecção, com 25 casos confirmados em 2026 (73,5%), enquanto as mulheres somam 9 ocorrências (26,5%).

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Com relação ao número de óbitos, em 2025 houve um total de 13, com maior incidência em Sobral (3). Já entre janeiro e abril de 2026, foi registrada apenas uma morte, também em Sobral.

O que é a leishmaniose

A Leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários leishmania. Ela é transmitida pela picada de insetos infectados, conhecidos como flebotomíneos, popularmente chamados de “mosquito-palha”.

Manifestar de diferentes formas, sendo as mais comuns a leishmaniose tegumentar, que provoca feridas na pele e mucosas, e a leishmaniose visceral, considerada a forma mais grave e que pode afetar órgãos como fígado e baço.

A transmição ocorre apenas por meio da picada de insetos infectados que ao picar animais contaminados — principalmente cães —, podem transmitir o parasita para outros animais e seres humanos. A transmissão não ocorre de pessoa para pessoa.

Formas de prevenção

Entre as principais medidas de prevenção estão manter quintais limpos, evitar o acúmulo de lixo e matéria orgânica, utilizar telas em portas e janelas e fazer uso de repelentes, especialmente em áreas de maior risco.

Também é importante cuidar da saúde dos animais domésticos, levando-os regularmente ao veterinário, já que os cães são os principais reservatórios da doença. Qualquer ferida ou lesão aparente, deve ser tratada imediatamente para evitar a entrada do parasita no organismo.