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Desenrola é liberado, e renegociações de dívidas já podem ser feitas

A expectativa é que o programa chegue a até 27 milhões de brasileiros e viabilize a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas.

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: Opinião Ce
06/05/2026 às 09h36
Desenrola é liberado, e renegociações de dívidas já podem ser feitas
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Governo Federal liberou às 18h desta terça-feira (5) o sistema que viabiliza a nova fase do programa Desenrola Brasil. Isso significa que o programa já pode operar, de forma completa, com integração entre instituições financeiras.

A liberação da infraestrutura do Fundo Garantidor de Operações (FGO) pelo Ministério da Fazenda permite que bancos registrem oficialmente as renegociações, o que garante segurança e viabilidade aos acordos, e ampliem a oferta aos clientes.

Na prática, as instituições podem formalizar as renegociações dentro do Desenrola e o governo passa a oferecer garantias para parte das operações. Com isso, o volume de ofertas tende a aumentar nos próximos dias.

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Antes mesmo da liberação completa, algumas instituições financeiras já haviam iniciado acordos ou coletado pedidos de clientes interessados.

O programa

O Desenrola Brasil é uma iniciativa para ajudar pessoas endividadas a renegociar débitos com condições facilitadas. A expectativa é que o programa alcance até 27 milhões de brasileiros e viabilize a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas.

A proposta é permitir que consumidores com contas em atraso consigam descontos, novos prazos e condições de pagamento mais acessíveis.

Como participar

O acesso ao programa é feito diretamente pelos canais dos bancos, como aplicativos e sites. Cada instituição identifica automaticamente os clientes elegíveis e apresenta propostas de renegociação.

Nele, o consumidor pode: consultar dívidas disponíveis para negociação; avaliar descontos e condições oferecidas; e fechar o acordo de forma digital.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o setor financeiro já está preparado para operar o programa. As instituições realizaram testes de integração com o sistema nos últimos dias e ajustaram suas plataformas para suportar a nova fase.

A expectativa é que a execução ganhe escala de forma gradual, devido ao grande volume de dados e à complexidade operacional.