
Uma nota de repúdio divulgada por lideranças da Umbanda de Catunda denúnciam intolerância religiosa em declarações feitas pelo pároco João Jesuíno, da Paróquia de Santa Maria Madalena, durante uma missa celebrada no último dia 3 de maio.
O documento foi assinado pela Tenda Espírita de Umbanda Caboclo Aymoré e pela Tenda Espírita de Umbanda Caboclo Pedra Preta. Segundo as lideranças, as falas foram consideradas preconceituosas e ofensivas contra uma psicóloga que frequenta a Umbanda.
De acordo com os relatos, durante a missa dominical da noite, o padre teria afirmado que a profissional estaria levando pacientes para frequentar a religião. O trecho da fala, no entanto, não está disponível na transmissão da missa na página da igreja.
As entidades classificaram o episódio como intolerância religiosa, afirmaram que houve ataque à fé de matriz africana e pediram retratação pública. “Intolerância religiosa é violência”, destaca um trecho da nota.
A psicóloga se manifestou por meio de um vídeo nas redes sociais e afirmou que as declarações tiveram impactos pessoais e profissionais. Segundo ela, houve uma conversa com o padre após a repercussão do caso e teria sido combinada uma retratação pública, que não ocorreu. " Trabalho há cinco anos na cidade e, de repente, precisei escutar algo incabível em um domingo. A religião que pratico faz parte da minha vida pessoal. Se um paciente frequenta a mesmo lugar que eu seja Umbanda ou qualquer outro, isso é uma escolha dele”, declarou.
Até o momento, nem padre Jesuíno e nem a Paróquia haviam se pronunciado publicamente sobre o caso.