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Homem é condenado a 29 anos de prisão por matar namorada e arremessar corpo em cacimba

Laisa Soares Alves, morta aos 21 anos, além de namorada, também era prima do réu. Juiz o considerou “extremamente frio” e “possessivo

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: G1 Ceará
19/05/2026 às 08h37
Homem é condenado a 29 anos de prisão por matar namorada e arremessar corpo em cacimba
Foto: Reprodução

Leonardo Soares da Silva foi condenado a 29 anos de prisão, nesta segunda-feira (18), por feminicídio contra Laisa Soares Alves, de 21 anos. O corpo da vítima foi encontrado soterrado em uma cacimba desativada e apresentava lesões de facadas no pescoço. O crime aconteceu no município do Crato, na região do Cariri, em dezembro de 2022.

O autor do crime era namorado e primo da vítima. Eles estavam juntos em uma festa na última vez que Laisa foi vista com vida. A família estranhou a falta de notícias da jovem e iniciou campanha nas redes sociais para encontrá-la.

A irmã da vítima, Larissa Alves, foi à casa do então suspeito e o encontrou com ferimentos e arranhões no tórax e no rosto. Horas depois do encontro, ele fugiu. O homem, no entanto, foi capturado pela polícia dias depois.

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Nesta segunda, o réu foi julgado pelo júri popular pelos crimes de homicídio qualificado (motivo torpe, meio cruel, dissimulação e feminicídio) e ocultação de cadáver. No plenário, Leonardo Soares da Silva confessou ambos os crimes.

No total, ao réu foi condenado a 29 anos e 8 meses de reclusão e o pagamento de 17 dias-multa pelos crimes cometidos. O regime inicial de cumprimento da pena é o fechado.

"Extremamente frio"

Durante o julgamento, o Ministério Público pediu a condenação do acusado, enquanto a defesa sustentou a exclusão do motivo torpe e da dissimulação.

Em relação ao homicídio qualificado, o juiz Josué de Sousa Lima Júnior, do fórum da Comarca de Crato, considerou - na decisão judicial que o g1 teve acesso - que a culpabilidade do crime é intensa, pois o acusado e a vítima eram primos, tendo crescido juntos na mesma comunidade.

O magistrado afirmou ainda que o réu é "extremamente frio" e "possessivo". "Mesmo sabendo do destino que havia dado à vítima, ele negou aos familiares saber do seu paradeiro, quando eles a procuravam", acrescentou.

No curso do processo, segundo a decisão judicial, há depoimentos que informam que o réu deixou de trabalhar para vigiar a vítima, chegando a ficar ao seu lado no local onde ela trabalhava como manicure, como forma de manter o controle sobre ela e limitar sua autodeterminação.

"Merece registro de que o réu, após matar a vítima, levou consigo o seu par de sandálias, como uma espécie de troféu, como uma forma de manter um símbolo da presença de Laisa em sua vida", salienta a decisão .

Sobre a ocultação de cadáver, o magistrado ressaltou a conjuntura que ele ocorreu: "As circunstâncias do crime merecem maior censura, pois o crime foi cometido durante a madrugada, sem testemunhas oculares, o que dificultou o encontro do cadáver."

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