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Fortaleza registra 11 casos de raiva em morcegos em 9 bairros

Doença infecciosa grave pode ser transmitida a humanos por meio de mordedura, lambedura ou arranhadura de animais contaminados.

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa Fonte: G1 Ceará
23/05/2026 às 10h56
Fortaleza registra 11 casos de raiva em morcegos em 9 bairros
Foto: Prefeitura de Jundiaí/Divulgação

Onze morcegos testaram positivo para raiva em Fortaleza ,entre os meses de janeiro e maio de deste ano, conforme divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde nesta sexta-feira (22).

A raiva é uma doença infecciosa grave que atinge o Sistema Nervoso Central de mamíferos, levando-os à morte em aproximadamente 100% dos casos. O vírus do gênero Lyssavirus, causador da infecção, pode ser transmitido a humanos por meio de mordedura, lambedura ou arranhadura de animais contaminados.

Os animais infectados foram encontrados em nove bairros da capital:

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  • Serrinha
  • Raquel de Queiroz
  • Vila União
  • Itaoca
  • Antônio Bezerra
  • Bom Jardim
  • Coaçu
  • Parque Dois Irmãos e
  • Parque Manibura.

Conforme e Secretaria, as amostras com resultado positivo para o vírus da raiva seguem em análise laboratorial para caracterização das variantes virais.

Desde 2003, a capital cearense não registra casos de raiva humana. Já em outros municípios do Estado, ocorreram seis óbitos pela doença entre 2008 e 2023.

Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Josete Malheiro Tavares, a vacina é a principal forma de proteção para os animais e também para os seres humanos.

“A vacinação de cães e gatos é fundamental para impedir a circulação da doença no ciclo urbano e proteger toda a população. Mesmo sem casos humanos há mais de duas décadas, a presença do vírus em morcegos exige vigilância permanente e responsabilidade coletiva”, disse Josete Malheiros.

Orientação

A orientação do órgão é que a população não toque em morcegos ou outros animais silvestres, principalmente quando forem encontrados caídos no chão, voando durante o dia ou apresentando comportamento incomum.

Em caso de contato, mordida ou arranhão, a recomendação é procurar imediatamente um posto de saúde.

Cães e gatos que tiveram contato com esses animais também devem ser avaliados por um médico-veterinário e acompanhados pelas Unidades de Vigilância em Zoonoses (UVZ).

Além das ações de monitoramento e investigação epidemiológica, os agentes intensificam atividades educativas, visitas domiciliares e orientações à população sobre a prevenção da raiva.