
O empresário preso por suspeita de racismo em uma boate na Aldeota, em Fortaleza, foi solto após passar por audiência de custódia. A decisão foi tomada pela Justiça poucas horas depois da prisão em flagrante registrada na madrugada desta segunda-feira (25).
O homem havia sido detido após uma ocorrência de conflito dentro da casa de festas, onde teria feito ofensas de cunho discriminatório contra clientes. Segundo relatos das vítimas à polícia, o suspeito teria usado expressões racistas como “macacos” e “urubus” durante uma discussão ocorrida no estabelecimento.
Após a apresentação do caso à Justiça, o suspeito foi colocado em liberdade provisória, mas deverá cumprir medidas cautelares determinadas judicialmente. O caso segue em investigação.
De acordo com o que foi apurado na ocorrência, o homem teria se envolvido em uma discussão com clientes da casa de shows e, durante o desentendimento, proferido ofensas de cunho racial contra frequentadores do local.
As palavras atribuídas ao suspeito motivaram a intervenção imediata de seguranças e de pessoas presentes, que acionaram a Polícia Militar. Ainda no local, o homem foi detido e conduzido para a unidade policial responsável pela área, onde foi autuado em flagrante por injúria racial
Na audiência de custódia, a Justiça avaliou a legalidade da prisão e decidiu pela concessão de liberdade provisória.
A decisão não extingue o processo, que segue em andamento. O investigado continuará respondendo às acusações e deve cumprir condições impostas pelo Judiciário.
Com a decisão de liberdade provisória, o investigado passa a responder ao processo em liberdade, mas sob condições determinadas pela Justiça.
As duas medidas cautelares incluem:
A ação policial ocorreu após o chamado para conter o conflito dentro da casa de shows. O suspeito foi encaminhado à delegacia, onde o procedimento de prisão em flagrante foi formalizado.
A ocorrência foi registrada como caso de discriminação racial, e o investigado permaneceu sob custódia até ser apresentado à Justiça.