
Um grupo de mulheres ligadas à causa animal denunciou um suposto caso de maus-tratos contra gatos em uma empresa localizada na rua Padre Biapina, no Centro de Fortaleza. Segundo as denunciantes, funcionários da metalúrgica estariam capturando os animais com enforcadores e colocando os gatos dentro de tambores. Elas afirmam ainda que alguns animais teriam morrido durante as ações.
As denúncias chegaram à reportagem por meio de vídeos e relatos enviados por integrantes de grupos de proteção animal. De acordo com as mulheres, as imagens mostram gatos sendo capturados de maneira considerada violenta dentro da empresa.
Após receberem os registros, as protetoras informaram que procuraram a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) para formalizar a denúncia. Equipes da Guarda Municipal e da Polícia Militar também foram acionadas para acompanhar a ocorrência.
Uma das mulheres ouvidas pela equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza afirmou que os vídeos recebidos mostram animais sendo capturados com cambões e colocados dentro de tambores.
Segundo ela, integrantes da causa animal decidiram procurar as autoridades após tomarem conhecimento da situação.
As denunciantes também afirmam que o uso de enforcadores pode provocar ferimentos graves e até a morte dos animais durante a captura.
O grupo informou ainda que há uma grande quantidade de gatos vivendo na região e defendeu a realização de ações de castração e acolhimento para reduzir a população de animais abandonados na área.
A equipe de reportagem esteve na empresa denunciada para ouvir os responsáveis sobre o caso.
Representantes da direção confirmaram que havia conhecimento sobre a presença frequente de gatos no local. Segundo a empresa, alguns animais recebiam alimentação e cuidados básicos enquanto eram buscadas alternativas para retirada dos gatos da área com apoio de pessoas interessadas em acolhê-los.
Os responsáveis afirmaram, no entanto, que não tinham conhecimento das atitudes denunciadas envolvendo funcionários da empresa.
Após terem acesso aos relatos e às imagens apresentadas pelas protetoras, os representantes disseram que irão apurar internamente o caso e adotar as medidas consideradas cabíveis.
A direção também negou que existissem animais mortos ou em situação de maus-tratos dentro da empresa no momento da ocorrência.
As mulheres ouvidas pela reportagem contestaram a versão apresentada pela empresa.
Uma das denunciantes afirmou acreditar que os responsáveis tinham conhecimento das ações realizadas contra os gatos. Segundo ela, relatos recebidos pelo grupo indicavam que a retirada dos animais teria ocorrido por orientação da direção do estabelecimento.
As protetoras também defenderam que o manejo dos animais deveria ocorrer de forma adequada, sem risco de violência ou sofrimento.
Durante a movimentação no local, equipes da Guarda Municipal chegaram à empresa para conversar com as denunciantes e verificar as informações apresentadas.
A Polícia Militar também havia sido acionada para acompanhar a situação.
De acordo com as informações apuradas no local, nenhum animal foi encontrado em situação de maus-tratos no momento da fiscalização realizada pelas equipes de segurança.
O caso deverá ser investigado pelos órgãos competentes.
As denúncias envolvendo maus-tratos contra animais podem ser encaminhadas à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e aos órgãos de fiscalização responsáveis pela apuração desse tipo de crime.