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Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%

O Governo Federal avalia que, apesar de difícil, é possível chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso para ambos os países

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: Opinião Ce
08/06/2026 às 10h35
Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo brasileiro está buscando um acordo tarifário com os Estados Unidos que seja capaz de evitar que a Casa Branca adote a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugeriu a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos do Brasil.

O Governo avalia que é possível, apesar de difícil, chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso para ambos os países do que a sobretaxa de 25% sugerida pelo USTR. Entre outros motivos, como já argumentou o Brasil, os EUA têm superávit comercial na relação entre as nações.

A recomendação da USTR, tornada pública na última semana, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que inclui ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

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O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.

Novo prazo

O Brasil agora trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Tal prazo ainda poderia, em tese, ser prorrogado.

Com isso, os negociadores brasileiros esperam ter mais tempo para um acordo, uma vez que o prazo inicial estipulado após a reunião entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump, em Washington, no mês passado, foi de 30 dias, que terminam neste domingo (7).

Entre as dificuldades da negociação está o fato de os EUA estarem envolvidos em várias outras negociações tarifárias ao redor do mundo, além do conflito bélico que lideram no Oriente Médio contra o Irã.

Enquanto isso, o governo brasileiro avalia a conveniência de um novo encontro entre Trump e Lula. Existe a possibilidade de os dois se encontrarem no G7, na França, entre os dias 15 e 17 de junho. Porém, ainda não há confirmação de um encontro bilateral.