
Moradores do distrito de Raimundo Martins, em Santa Quitéria, relatam preocupação após a interdição do Cemitério José Alves Franco, que está sem realizar sepultamentos há cerca de três meses. Segundo a comunidade, quatro famílias buscaram o cemitério para enterrar parentes, mas foram impedidas devido à suspensão das atividades
De acordo com Ana Aparecida, cuja família administrava o cemitério antes da gestão ser transferida para a associação comunitária, a situação teve início após a capela local ser impedida de emitir as guias de sepultamento. Ao buscar a regularização da documentação, a administração foi informada de que o cemitério não possuía licença ambiental e que suas atividades deveriam ser suspensas até a obtenção da autorização dos órgãos competentes.
Marcos Paiva presidente da associação comunitária destacou que a interdição tem causado impacto para os moradores do distrito."É uma situação muito lamentável. Nossos pais e avós construíram os muros do cemitério na década de 70. Tem uma questão de tradição e apego. Muita gente ajudou a construir esse espaço e não pode enterrar seus entes queridos aqui", declarou.
A comunidade também relata dificuldades emocionais diante da impossibilidade de realizar sepultamentos no local onde familiares já estão enterrados.
Uma das moradoras afetadas, Maria Áuria, conta que a família precisou procurar outro destino para o sepultamento de uma parente. "Foi uma situação que nos deixou muito chateados. Queríamos trazer minha tia para cá, onde já temos familiares sepultados. Minha avó vinha para se despedir e não foi possível. A gente fica sem entender o que está acontecendo e espera uma resposta das autoridades. É muito triste porque os túmulos da família estão aqui", afirmou.
A associação informou que está buscando a regularização ambiental do cemitério, mas afirma enfrentar dificuldades devido à burocracia do processo e aos custos necessários para obtenção das licenças e estudos exigidos pelos órgãos competentes. Segundo a entidade, um apoio por parte do poder público municipal poderia contribuir para agilizar a regularização e permitir a retomada dos sepultamentos no local, que atende a comunidade há várias décadas.
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