
Daniel Nathan Ribeiro Andrade, funcionário do Instituto Médico Legal que foi preso após transferir R$ 7 mil do celular de um morto para a própria conta, foi solto pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) após um habeas corpus. O homem se tornou réu no processo por peculato.
O atendente de necrotério foi preso na manhã do dia 8 de junho pela Corregedoria da Polícia Civil por ter utilizado indevidamente o aparelho celular de um falecido para realizar uma transferência bancária e, em seguida, danificou o equipamento. A ação irregular foi percebida após a esposa do falecido notar uma transferência via Pix para uma conta em nome do servidor do IML após a morte do seu marido já ter sido registrada. A mulher realizava os procedimentos para encerrar a conta bancária dele.
Daniel foi denunciado pelo Ministério Público (MP) pelo crime de peculato e o pedido foi aceito pela Justiça na última sexta-feira (19), tornando ele réu no processo. Nesta segunda-feira (22), o advogado de defesa Áureo Tupinambá solicitou ao TJ-SP a revogação da prisão preventiva.
Para a Polícia, o réu afirmou que cometeu o crime porque estava passando por dificuldades econômicas. Ele confirmou ter ficado arrependido pelo delito e que estava sozinho no plantão do IML. Ainda segundo Daniel, houve facilidade para cometer o crime já que não havia nenhum tipo de bloqueio de tela ou de aplicativo bancário