
Ex-jogador do Fortaleza, o argentino José Maria Herrera Ares foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará pelos crimes de lesão corporal grave e injúria racial. A denúncia ocorreu após a briga generalizada envolvendo Herrera, outros atletas do time tricolor e vizinhos em um condomínio de luxo no Eusébio, região metropolitana de Fortaleza.
O caso aconteceu na manhã do dia 1º de janeiro de 2026, após a celebração do réveillon e uma reclamação de som alto. O g1 teve acesso ao vídeo. Um dos moradores envolvidos na briga disse que a agressão aconteceu depois que ele foi reclamar do som alto na residência de Eros Mancuso, parceiro de Herrera no Fortaleza à época.
Herrera deixou o Fortaleza para jogar pelo RB Bragantino, de São Paulo, no fim de janeiro deste ano. A defesa do atleta não foi localizada para comentar a denúncia.
Imagens de câmeras de segurança mostraram a briga generalizada. Nas imagens, aparecem os jogadores argentinos Herrera, Mancuso e Pochettino. As demais pessoas não tiveram as identidades informadas, mas são dois moradores do condomínio (que reclamaram do som alto), duas mulheres e dois amigos dos atletas.
Na denúncia, o Ministério Público argumentou que, em determinado momento da briga, Herrera conseguiu imobilizar um dos vizinhos e "passou a desferir-lhe sucessivos golpes, extrapolando manifestamente os limites de uma eventual reação defensiva".
Herrera, conforme o MP, mordeu o nariz da vítima e o causou lesões de natureza gravíssima, consistentes em deformidade permanente, além de prejuízo na respiração.
Além das agressões, Herrera também foi denunciado por "injúria racial" pois, conforme o órgão acusatório, durante a briga, o jogador passou a chamar os dois vizinhos de "brasileiro de merda" e "brasileiros filhos da puta".
O MP também pediu à Justiça para o atleta pagar, no mínimo, R$ 5 mil como indenização por danos materiais, morais e piscológicos sofridos pela vítima; e R$ 45 mil devido à gravidade das lesões.
O MP decidiu não denunciar o jogador Tomas Pochettino por entender que ele agiu em legítima defesa.