
Uma mulher foi sequestrada após sair de uma casa de shows e entrar em um carro de aplicativo na noite da última quinta-feira (9), no bairro Meireles, em Fortaleza. Ela também foi mantida em cárcere privado e roubada pelos suspeitos, aponta o processo judicial.
O motorista do veículo e outras quatro pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Civil poucas horas após o crime. A quadrilha realizou empréstimos e transferências via Pix utilizando o celular da vítima enquanto a mantinha sob vigilância e ameaças de morte em um cativeiro.
Armados com uma suposta arma de fogo, os assaltantes assumiram o controle do veículo, encapuzaram a passageira e exigiram acesso ao celular e às contas bancárias dela. Na sequência, a mulher foi levada para um imóvel utilizado como cativeiro, onde passou a sofrer ameaças de morte.
Enquanto a vítima estava rendida, os criminosos realizaram diversas movimentações financeiras. O grupo fez transferências eletrônicas, contratou empréstimos bancários e utilizou os cartões da passageira.
Ainda conforme o processo judicial, investigações conduzidas pela Delegacia Antissequestro (DAS) revelaram que parte dos valores roubados foi transferida diretamente para a conta do motorista de aplicativo.
Ao ser localizado pela polícia, o motorista confessou a participação no crime. Ele apontou Claudio Natan Barros da Silva, conhecido como "Sorriso", como um dos articuladores do sequestro.
As equipes policiais também localizaram Claudio Natan, Otavio Joas Martins de Castro e Ana Karolina da Silva Horta em uma residência vinculada aos investigados. No local, os agentes recuperaram joias da vítima e apreenderam uma arma falsa, dinheiro em espécie, além de porções de maconha e cerca de 50 gramas de cocaína.
A polícia constatou que Ana Karolina ajudou a efetuar os Pix e as movimentações bancárias enquanto a vítima estava no cativeiro. Já Otavio atuou na operacionalização das fraudes financeiras e no tráfico de entorpecentes. Uma quinta integrante, identificada como Rayane da Silva Queiroz, também foi presa por receber parte do dinheiro roubado.
Segundo o MP, todos os suspeitos foram presos em flagrante. Eles devem responder pelos crimes de roubo majorado, extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima, associação criminosa e tráfico ilícito de drogas.
Os suspeitos passaram por audiência de custódia no dia 11 de julho e tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva.