
A Polícia Civil do Ceará investiga um caso de golpe "Boa Noite, Cinderela" em Fortaleza que teve como vítima um turista do Rio de Janeiro, de 38 anos. A apuração é conduzida pela Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur) e busca identificar os responsáveis pelo crime ocorrido após o homem deixar uma boate localizada no bairro Meireles, uma das áreas mais movimentadas da capital cearense.
Segundo relato da vítima à equipe de reportagem, o episódio aconteceu entre a madrugada de terça e quarta-feira desta semana. Após sair do estabelecimento, ele afirma ter perdido a consciência e, quando despertou, estava em um trecho de dunas no bairro Praia do Futuro, distante do local onde havia estado anteriormente.
De acordo com o turista, durante o período em que permaneceu desacordado, seus pertences foram levados. Entre os itens roubados estavam documentos pessoais, aparelho celular, joias e dinheiro.
Após ser abandonado no local, o homem conseguiu ser resgatado por pessoas conhecidas, que prestaram auxílio. Ainda abalado com a situação, ele decidiu procurar a Delegacia de Proteção ao Turista apenas no fim de semana, depois de se recuperar do trauma provocado pela ocorrência.
A partir do registro da ocorrência, a Polícia Civil iniciou as investigações para esclarecer como o crime aconteceu e identificar os envolvidos. O trabalho da Delegacia de Proteção ao Turista deve reunir informações que possam ajudar a reconstruir o trajeto da vítima desde a saída da boate até o momento em que ela foi encontrada na Praia do Futuro.
Até o momento, a corporação não divulgou detalhes sobre suspeitos, prisões ou linhas de investigação. Também não foram informadas as circunstâncias exatas em que o turista teria sido dopado.
A Delegacia de Proteção ao Turista é a unidade especializada responsável por apurar crimes praticados contra visitantes no Ceará, especialmente em regiões de grande circulação de turistas, como a orla de Fortaleza.
O relato do turista indica que ele foi colocado dentro de um veículo após deixar a casa noturna. Em seguida, perdeu completamente a consciência. Quando recuperou os sentidos, já estava em uma área de dunas na Praia do Futuro, sem seus objetos pessoais.
Além dos prejuízos materiais, o caso também evidencia o impacto emocional provocado por esse tipo de crime. Segundo a vítima, foi necessário um período de recuperação antes que ela conseguisse formalizar a denúncia junto à polícia.