
Uma ciclista de 53 anos disse ter ficado ferida ao cair de bicicleta após a bandeira de um candidato político ter se prendido ao guidão do veículo na noite de quarta-feira passada, 9, na avenida Bezerra de Menezes, em Fortaleza.
Ela sofreu arranhões no rosto, cotovelo, joelho e mão, além de dores no braço esquerdo e nas nádegas.O caso aconteceu com a professora Sandra Alves. A condutora ainda deverá arcar com prejuízo financeiro em torno de R$ 500 depois de danos na película e na câmera do celular. O velocímetro também ficou destruído.
Durante entrevista ao O POVO, a vítima afirmou já ter precisado desviar quatro vezes de situações semelhantes."A bandeira estava bem na beira da ciclofaixa. Então, com o vento, ela fica tremulando e enganchou. Ela enganchou tanto que para tirar depois de parada deu ainda trabalho. Eu fui ao chão", relembra.
Segundo Sandra, ela estava usando equipamentos de segurança, como capacete e luvas, contando ainda com o aparato da grade de proteção existente entre a ciclofaixa e a faixa do ônibus, que a manteve salva.
"Tanto que eu falei para os meus colegas que tivessem cuidado. Eu fui a primeira vítima, pelo menos que eu saiba dos grupos que eu conheço", destaca.Desde então, ela afirma receber casos parecidos de pessoas que precisam optar por desviar no caminho.
"Eu acho que triplicaram a quantidade de bandeira nesse ano. Não está ruim só para ciclista. Porque eu também sou motorista e para fazer certos retornos, a gente está tendo dificuldade, porque não temos visibilidade do carro que vem do sentido contrário", acrescenta.
As propagandas eleitorais nas ruas devem seguir a Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
"É permitida a colocação de mesas para distribuição de material de campanha e a utilização de bandeiras ao longo das vias públicas, desde que sejam móveis e que não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos", informa TSE.
A Lei Eleitoral impõe, ainda, a retirada desses adereços das 22 às 6 horas