
O presidente do União Brasil no Ceará, Moses Rodrigues (União Brasil), afirmou neste domingo (26) que o partido e o Progressistas (PP) vão analisar juridicamente a divergência criada após as convenções estaduais das legendas sobre o apoio na disputa pelo Governo do Ceará. Segundo ele, União Brasil e PP aprovaram, em suas respectivas convenções, uma posição favorável ao apoio ao governador Elmano de Freitas (PT), enquanto a federação União Progressista decidiu apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PSDB).
A declaração ocorreu durante a convenção estadual da federação União Progressista, realizada em Fortaleza. Moses afirmou que as atas das convenções serão encaminhadas para análise dos departamentos jurídicos dos partidos, tanto no Ceará quanto na direção nacional, para definir os próximos passos.
Segundo o dirigente, a divergência está restrita à composição majoritária, já que houve entendimento entre os partidos e a federação sobre as candidaturas proporcionais para deputado estadual e federal.
Durante entrevista após a convenção, Moses afirmou que a situação envolve uma disputa sobre as decisões tomadas pelos diretórios estaduais do União Brasil e do PP e a posição adotada pela federação.
Ele explicou que as duas siglas aprovaram, em suas convenções, a possibilidade de composição com o grupo político liderado por Elmano de Freitas, inclusive deixando aberta a possibilidade de participação na chapa majoritária.
De acordo com Moses, o União Brasil registrou em ata o desejo de coligar com o PT e discutir a indicação de nomes para possíveis vagas na composição, incluindo vice-governadoria e Senado.
O dirigente afirmou ainda que o Progressistas adotou uma posição semelhante durante sua convenção estadual.
Moses destacou que a federação aprovou os nomes dos candidatos proporcionais apresentados por União Brasil e PP, mas tomou uma decisão diferente em relação à disputa majoritária.
Segundo Moses Rodrigues, tanto União Brasil quanto Progressistas tiveram autonomia para realizar suas próprias convenções estaduais e definiram posições semelhantes em relação ao Governo do Ceará.
Ele explicou que as atas dos partidos foram entregues à federação União Progressista, que analisou os documentos e manteve a aprovação dos candidatos proporcionais, mas divergiu sobre o apoio na eleição para governador.
Para Moses, a principal questão a ser avaliada pelo jurídico é justamente como a legislação eleitoral trata a diferença entre a decisão dos partidos que formam a federação e a posição adotada pelo colegiado da federação.
A União Progressista foi criada neste ano a partir da união entre União Brasil e Progressistas. Por isso, segundo Moses, a situação ainda precisa passar por uma análise jurídica antes de qualquer definição.