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Ceará registra queda de 40,79% nas mortes violentas no primeiro semestre

Nenhum município cearense aparece entre os 10 mais violentos do país no período, segundo dados apresentados ao governador Elmano de Freitas

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: Opinião Ce
27/07/2026 às 14h07 Atualizada em 27/07/2026 às 14h11
Ceará registra queda de 40,79% nas mortes violentas no primeiro semestre
Foto: Thiago Gaspar/Governo do Ceará

O Ceará contabilizou 846 mortes violentas intencionais entre janeiro e junho de 2026, uma queda de 40,79% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. No mesmo período de 2025, foram registrados 1.429 casos.

A atualização dos números foi apresentada nesta segunda-feira (27), após uma reunião de trabalho entre o governador Elmano de Freitas (PT) e a cúpula da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). As informações foram coletadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Segundo o Governador, nenhum município cearense aparece entre as 10 cidades mais violentas do Brasil no primeiro semestre deste ano. O levantamento considera os municípios com população superior a 100 mil habitantes.

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NOVO CENÁRIO

O panorama apresentado pelo Governo estadual é diferente daquele apontado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na quinta-feira (23), que tem 2025 como ano-base.

Na publicação, Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), aparece como a cidade mais violenta do País pelo segundo ano consecutivo.

O ranking referente ao ano passado também incluía Maracanaú, na terceira posição, e Caucaia, em sétimo lugar. Os três municípios integram a Região Metropolitana de Fortaleza e registraram redução nos homicídios ao longo do primeiro semestre de 2026.

Entre as cidades cearenses analisadas no levantamento mais recente, Caucaia aparece atualmente na melhor posição entre as mais violentas, ocupando o 40º lugar, com 51 mortes registradas nos seis primeiros meses do ano.

Maranguape, que havia liderado o ranking nacional em 2024 e 2025, caiu para a 327ª colocação entre os municípios avaliados. Apenas um homicídio foi registrado na cidade no primeiro semestre, ocorrido em 28 de janeiro.

AÇÕES INTEGRADAS

Na avaliação de Elmano de Freitas, os números refletem a atuação conjunta das Forças de Segurança estaduais com o Poder Judiciário, o Ministério Público (MPCE) e a Defensoria Pública (DPCE).

O governador Elmano de Freitas também citou novas legislações aprovadas para fortalecer o enfrentamento à criminalidade.

“Nós hoje temos 5 mil homens e mulheres presos, faccionados na sua ampla maioria, que estavam nas ruas e agora estão presos. Nós temos mais de R$ 3 bilhões de patrimônio que estavam sendo gerenciados pelo crime organizado e que não estão mais nas mãos do crime organizado”, exemplificou o gestor.

O chefe do Executivo estadual ainda apontou o reforço de equipamentos, o uso de tecnologia e os investimentos na Perícia Forense (Pefoce) como medidas que continuarão contribuindo para o combate às organizações criminosas.

Para o secretário da Segurança Pública, Roberto Sá, a manutenção da queda depende da continuidade das ações ao longo do segundo semestre. A avaliação é de que o trabalho precisa permanecer constante para consolidar e ampliar os resultados obtidos até agora.

FOCO REGIONAL

De acordo com Roberto Sá, as estratégias voltadas para Maranguape, Maracanaú e Caucaia reúnem recursos tecnológicos e inteligência policial para orientar tanto o policiamento ostensivo quanto as investigações.

“A gente deu direção para o policiamento ostensivo estar exatamente onde as manchas criminais nos sinalizam onde o crime acontece, associado às informações de inteligência. A tecnologia nos dá suporte. A gente tem feito muitas apreensões e prisões com base no uso tecnológico. Essa região [Caucaia, Maracanaú e Maranguape] é periferia da Grande Fortaleza; é uma região de muita circulação e que a criminalidade tenta realmente se utilizar desses lugares para perpetuar seus crimes”, comentou o secretário.

Entre as providências adotadas estão a implantação de uma nova delegacia especializada em homicídios, o aumento do efetivo da Polícia Militar (PMCE) e o reforço da atenção às perícias relacionadas aos crimes cometidos nessas áreas.

Além da redução das mortes violentas, os dados apresentados apontam uma diminuição de 62,2% nos roubos durante o primeiro semestre de 2026. Ao todo, foram contabilizadas 1.046 ocorrências entre janeiro e junho.

A estatística corresponde aos crimes violentos contra o patrimônio, categoria que reúne roubos de veículos, cargas e instituições financeiras.