
O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) informou que vai acompanhar o caso da estudante de 11 anos que morreu após sofrer, segundo relatos da família, episódios recorrentes de bullying no Colégio Militar do Corpo de Bombeiros Escritora Rachel de Queiroz (CMCB), em Fortaleza. A criança tirou a própria vida na quinta-feira (23), e familiares afirmam que ela vinha enfrentando agressões, humilhações e dificuldades dentro do ambiente escolar.
A manifestação do MPCE ocorreu após a repercussão do caso. De acordo com o órgão, a demanda foi encaminhada pelo Centro de Apoio Operacional da Educação (Caoeduc) para uma das Promotorias de Justiça da Educação de Fortaleza, que deverá adotar as medidas cabíveis dentro das atribuições institucionais.
Além do acompanhamento jurídico, representantes do Caoeduc e do Centro de Apoio Operacional da Saúde (Caosaúde) devem realizar ações de acolhimento, escuta e acompanhamento dos desdobramentos relacionados ao caso.
O Ministério Público lamentou a morte da estudante e ressaltou que a proteção de crianças e adolescentes depende da atuação conjunta de famílias, instituições de ensino, poder público e sociedade, com o objetivo de prevenir situações de violência e garantir espaços escolares seguros.
O órgão também informou que mantém iniciativas voltadas à prevenção da violência no ambiente escolar e ao cuidado com a saúde mental de crianças e adolescentes. Entre os projetos citados estão o Previne – Violência nas Escolas, Não! e o Vidas Preservadas.