
A Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) apreendeu cerca de duas toneladas de alimentos impróprios para consumo em um estabelecimento localizado no bairro Messejana, em Fortaleza. A ação foi realizada pela equipe de Vigilância Sanitária da autarquia após uma denúncia feita pela população e identificou produtos com problemas relacionados à validade, conservação e condições de armazenamento.
Entre os itens recolhidos estavam carnes, aves, embutidos, hambúrgueres, queijos, bebidas lácteas, iogurtes e outros alimentos perecíveis. Segundo a fiscalização, os produtos apresentavam condições que comprometiam a qualidade e a segurança alimentar e serão encaminhados para descarte em aterro sanitário.
Durante a inspeção, os fiscais encontraram alimentos fora do prazo de validade e produtos com alterações nas características sensoriais, como mudanças de cor e odor. Também foram identificadas situações em que os prazos de consumo após a abertura das embalagens estavam diferentes das orientações indicadas pelos fabricantes.
A fiscalização apontou ainda que parte dos alimentos estava sendo mantida em temperaturas inadequadas de conservação. Esse tipo de irregularidade pode favorecer a deterioração dos produtos e aumentar os riscos relacionados ao consumo de alimentos sem condições adequadas de segurança.
De acordo com a Vigilância Sanitária, o controle de temperatura é uma das medidas essenciais para evitar problemas em produtos perecíveis, especialmente carnes, derivados de leite e alimentos que necessitam de refrigeração constante.
A equipe responsável pela ação destacou que o consumo de alimentos nessas condições pode provocar problemas de saúde, incluindo infecções alimentares, que podem levar consumidores a buscar atendimento médico.
Além da apreensão dos alimentos, a fiscalização encontrou outras irregularidades relacionadas às condições higiênico-sanitárias do local.
Entre os problemas identificados estavam a presença de baratas e moscas em áreas de manipulação e armazenamento, equipamentos e utensílios em condições inadequadas de conservação, além da falta de licença sanitária para parte dos produtos e ausência de documentação relacionada aos fornecedores.
As condições encontradas pelos fiscais fazem parte dos critérios avaliados durante ações de Vigilância Sanitária, que verificam desde o armazenamento dos produtos até os procedimentos adotados para garantir a segurança dos alimentos oferecidos aos consumidores.