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Famílias brasileiras perdem R$ 62,5 bilhões com apostas esportivas em 2025, aponta estudo do Comsefaz

O levantamento, baseado em informações do Banco Central e das Estatísticas de Pagamentos por Atividade Econômica (Epae)

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: Ceará Agora
06/08/2026 às 09h18
Famílias brasileiras perdem R$ 62,5 bilhões com apostas esportivas em 2025, aponta estudo do Comsefaz
Foto: Reprodução

As plataformas de apostas esportivas, conhecidas como bets, retiraram um saldo líquido de R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras em 2025, ao mesmo tempo em que movimentaram R$ 350,97 bilhões em transferências via Pix. Os dados fazem parte da 3ª edição do Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros, elaborado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (Cicef).

O levantamento, baseado em informações do Banco Central e das Estatísticas de Pagamentos por Atividade Econômica (Epae), aponta que a regulamentação das bets, com a obrigatoriedade de cadastramento das empresas a partir de janeiro de 2025, coincidiu com uma mudança significativa no comportamento das transferências via Pix entre pessoas físicas e empresas do setor de artes, cultura, esporte e recreação.

Segundo o estudo, os R$ 62,5 bilhões representam o valor líquido das apostas, ou seja, a diferença entre o total apostado pelos usuários e o montante devolvido pelas empresas na forma de prêmios.

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O boletim destaca que esse volume de recursos corresponde a cerca de 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias, evidenciando que o crescimento das plataformas de apostas já produz impactos mensuráveis sobre as finanças dos lares brasileiros.

Os pesquisadores observam que, até meados de 2024, os pagamentos feitos por pessoas físicas às empresas do setor e os valores devolvidos por essas empresas permaneciam em níveis relativamente equilibrados. A partir de 2025, porém, as transferências destinadas às bets cresceram de forma acelerada, enquanto os repasses no sentido contrário aumentaram em ritmo bem mais lento.

“Esse comportamento indica que o setor passou a absorver um volume substancial de recursos das famílias sem devolução proporcional, característica típica dos mercados de apostas, nos quais apenas uma parcela dos valores apostados retorna aos jogadores na forma de premiações”, conclui o boletim.