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Mortalidade infantil no Ceará reduz 68% em 25 anos, aponta boletim

Boletim Epidemiológico da Secretaria da Saúde do Ceará mostra redução no número de mortes de crianças menores de um ano e aumento na investigação dos óbitos infantis

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: GC Mais
07/08/2026 às 15h00
Mortalidade infantil no Ceará reduz 68% em 25 anos, aponta boletim
Foto: Reprodução

A mortalidade infantil no Ceará apresentou uma redução expressiva nos últimos 25 anos, de acordo com o Boletim Epidemiológico Óbitos Infantis e Fetais Evitáveis no Ceará, divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). O levantamento aponta que o número de mortes de crianças menores de um ano caiu de 3,8 mil, em 2000, para 1,2 mil, em 2025.

O boletim também mostra que a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) passou de 26,5 óbitos por mil nascidos vivos, no início da série histórica, para 11,2 óbitos por mil nascidos vivos em 2025. Os indicadores são utilizados para acompanhar as condições de saúde materno-infantil e orientar políticas públicas voltadas à assistência durante a gestação, o parto e os primeiros meses de vida da criança.

Investigação dos óbitos infantis aumentou

Outro dado apresentado pela Sesa é o avanço na investigação dos óbitos infantis registrados no estado.

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Segundo o boletim, o percentual de mortes investigadas passou de 14% em 2000 para 94% em 2025. O procedimento permite identificar as circunstâncias em que ocorreram os óbitos e reunir informações que auxiliam o monitoramento da mortalidade infantil.

As investigações também classificam as mortes conforme o período em que ocorreram:

  1. Neonatal precoce: até seis dias de vida;
  2. Neonatal tardio: entre sete e 27 dias de vida;
  3. Pós-neonatal: entre 28 e 364 dias de vida.

Essa divisão permite acompanhar o perfil da mortalidade infantil e identificar as principais causas registradas em cada fase do primeiro ano de vida.

Mais da metade das mortes ocorre nos primeiros dias de vida

De acordo com o boletim, 52% dos óbitos infantis registrados em 2025 ocorreram no período neonatal precoce, ou seja, até o sexto dia de vida do bebê.

Entre as principais causas dessas mortes estão transtornos relacionados ao baixo peso ao nascer e problemas respiratórios.

Os dados da Sesa mostram que, em 2025, foram registrados 104 óbitos associados ao baixo peso ao nascer e 67 mortes relacionadas a desconfortos respiratórios.

Já no período neonatal tardio, compreendido entre o sétimo e o 27º dia de vida, as principais causas apontadas pelo boletim incluem septicemia e malformações congênitas do coração.

Indicadores auxiliam no planejamento da saúde pública

O Boletim Epidemiológico Óbitos Infantis e Fetais Evitáveis no Ceará reúne informações utilizadas para acompanhar a evolução da mortalidade infantil no estado e subsidiar ações de vigilância em saúde.

Além de registrar o número de óbitos e suas principais causas, o documento permite monitorar o comportamento desses indicadores ao longo dos anos e fornece dados que podem orientar estratégias voltadas à saúde materno-infantil.

A mortalidade infantil é um dos principais indicadores de qualidade da assistência à gestante, ao parto e aos recém-nascidos, além de refletir aspectos relacionados ao acesso aos serviços de saúde e ao acompanhamento das crianças durante o primeiro ano de vida.