
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa pela Presidência da República, afirmou, neste domingo (25), que pedirá a anulação das eleições e declarou não reconhecer o resultado das urnas. O parlamentar também criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas o horário de votação em seções eleitorais com pendências.
Flávio classificou o ocorrido como “inaceitável” e afirmou que, diante das circunstâncias, não é possível reconhecer o resultado eleitoral, pois a prorrogação teria provocado uma quebra de isonomia entre eleitores de diferentes cidades e estados. “Eu nunca vou saber se numa cidade onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, afirmou.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro lembrou ainda que Zanin foi advogado de Lula e acusou o magistrado de interferir nas atribuições da Justiça Eleitoral. “Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo, às 17:01 o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, declarou.
Zanin atendeu a um pedido da coligação de Lula, que apontou problemas com o transporte público em pelo menos nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. Embora o pedido tratasse dessas unidades da federação, a decisão valeu para todo o Brasil.
O pronunciamento de Flávio ocorreu na casa em que ele acompanhou a apuração dos votos, no Lago Sul, em Brasília. Estavam ao lado dele o candidato a vice na chapa, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), a senadora eleita Bia Kicis (PL-DF), o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) e o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) e a coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa.
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