
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficará sem cargo eletivo a partir de 2027. Essa será a primeira vez desde 2002 que o político não terá um cargo público. Ao escolher disputar o Palácio do Planalto, Flávio deixou de concorrer à renovação da cadeira no Senado. A derrota interrompe uma sequência de cinco mandatos consecutivos em cargos públicos, quatro como deputado estadual pelo Rio de Janeiro e um como senador.
O senador entrou para a vida política em 2002, após disputar e ser eleito deputado estadual no Rio de Janeiro, aos 21 anos, e assumiu uma cadeira na Assembleia legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) no ano seguinte. Foi reeleito em 2006, 2010 e 2014, permanecendo no Legislativo até 2018.
Com a derrota, Flávio perde também o foro privilegiado, que permanece ativo até 2027. Depois disso, o político volta a poder ser investigado e processado pela primeira instância, ou seja, a justiça comum.
Flávio tem dois inquéritos criminais abertos e um pedido de abertura de investigação que aguarda apreciação do Supremo Tribunal Federal (STF). Os procedimentos tramitam na corte em razão das regras de competência aplicáveis ao senador.
Mesmo após deixar o cargo, Flávio poderá continuar sendo julgado pelo STF por crimes praticados durante o mandato e relacionados ao exercício da função, conforme entendimento firmado pela Corte em 2025. A eventual mudança de competência, porém, depende da análise de cada caso.
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