
Pesquisadores da Faculdade de Veterinária (Favet) da Universidade Estadual do Ceará (Uece) tiveram um projeto aprovado em chamada pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A iniciativa reúne instituições do Brasil, da Argentina e do Uruguai para desenvolver modelos de criação de ovinos e caprinos mais resistentes aos efeitos das mudanças climáticas.
Intitulado “Rede de pesquisa Brasil-Uruguay-Argentina sobre o uso de modelos sinérgicos no avanço da produção de pequenos ruminantes resilientes às mudanças climáticas”, o projeto foi selecionado no âmbito do Programa de Cooperação Latino-Americana e Caribenha em Ciência, Tecnologia e Inovação (PROSUL) Pepe Mujica.
A pesquisa pretende contribuir para o aumento da produtividade, a melhoria dos resultados financeiros dos criadores e a sustentabilidade ambiental da ovinocaprinocultura, atividade voltada à criação de ovelhas e cabras.
Coordenado pelo professor Davide Rondina, o estudo busca produzir informações que ajudem a tornar os sistemas de criação mais resistentes aos efeitos das mudanças climáticas. Entre os objetivos estão favorecer a captura de carbono e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Para isso, os pesquisadores vão investigar aspectos relacionados à epigenética, ao metabolismo, ao comportamento e à reprodução dos pequenos ruminantes. A proposta é compreender como esses fatores podem contribuir para a adaptação dos animais às condições climáticas e para a eficiência dos sistemas produtivos.
Os resultados poderão subsidiar o planejamento de ações e a definição de medidas voltadas à melhoria do desempenho ambiental da atividade, conciliando a produção agropecuária com práticas mais sustentáveis.
A iniciativa prevê ampliar a colaboração científica entre instituições dos três países, reunindo conhecimentos e experiências para estudar alternativas de adaptação da criação de ovinos e caprinos aos impactos das mudanças climáticas. Na Argentina, participam instituições de pesquisa agropecuária e florestal. No Uruguai, a colaboração ocorre por meio da Universidad de la República.
No Brasil, além da Uece, a rede reúne a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO).
A expectativa é que o conhecimento produzido contribua para a sustentabilidade socioeconômica da cadeia produtiva, com melhores condições para os criadores e práticas que reduzam os impactos ambientais da atividade.
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