
Seis filhotes de arara-canindé encontrados no porta-malas de um carro durante uma abordagem policial no bairro Passaré, em Fortaleza, foram devolvidos ao homem que transportava os animais. A ocorrência foi registrada na noite de sexta-feira (30), após policiais identificarem as aves durante uma fiscalização de trânsito. O suspeito, de 45 anos, foi conduzido ao 13º Distrito Policial (13º DP), onde foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por crime ambiental.
O desfecho do caso ocorreu porque a delegacia não dispunha de um espaço adequado para manter os animais nem de um local para onde encaminhá-los. Com isso, apesar da situação irregular em que as aves eram transportadas, os seis filhotes acabaram entregues novamente ao homem abordado.
As araras estavam dentro de uma caixa colocada no porta-malas do veículo. Durante a abordagem, os agentes encontraram os animais em condições inadequadas de transporte. As imagens registradas no local mostram os policiais abrindo a caixa e retirando as aves.
Os filhotes apresentavam sinais de fome, e os próprios agentes providenciaram alimento para eles. A situação também levantou preocupação com as condições às quais os animais foram submetidos durante o deslocamento, pela exposição ao calor dentro do compartimento do veículo.
A ocorrência teve início na Avenida Pompílio Gomes, no bairro Passaré. Policiais do Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual (BPRE), da Polícia Militar do Ceará (PMCE), realizavam patrulhamento de rotina quando abordaram o veículo.
A fiscalização começou como uma abordagem de trânsito. Ao verificarem o porta-malas, os agentes encontraram as seis araras-canindés acondicionadas em uma caixa. Diante da situação, o Batalhão de Polícia do Meio Ambiente (BPMA) foi acionado para adotar as providências relacionadas à ocorrência.
Segundo a PMCE, o homem foi conduzido ao 13º Distrito Policial, no bairro Cidade dos Funcionários, sob suspeita de crime ambiental. O BPMA realizou os procedimentos administrativos cabíveis, entre eles a aplicação de uma multa de R$ 30 mil.
Na delegacia, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por crime ambiental. O procedimento foi registrado após a apresentação do caso à autoridade policial.
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