A aparente calma da Esplanada, na verdade, esconde uma disputa intensa pra ver quem ocupa qual pasta no novo governo. A presidente Dilma Roussef já escolheu os auxiliares mais estratégicos. Guido Mantega, da Fazenda, foi o primeiro oficializado. Ele continua no cargo. Miriam Belchior, atual gerente do Pac, é a futura ministra do Planejamento e Alexandre Tombini deixa a diretoria de Normas e assume a presidência do Banco Central. No grupo dos "quase certos" estão Antonio Palocci, que deve ficar na Casa Civil e Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, que provavelmente ocupe a Secretaria Geral da Presidência. Alexandre Padilha deve ser mantido no Ministério de Relações Institucionais. Já na ala dos "muito prováveis", estão Paulo Bernardo, atual ministro do Planejamento, que pode ocupar as Comunicações e José Eduardo Cardozo, que tem chance de assumir a pasta da Justiça. Todos esses nomes da chamada "cota pessoal" da presidente Dilma que ainda não foram, deverão ser oficializados na próxima semana. A parte mais complicada vem depois: definir os cerca de 30 ministros que ainda faltam para completar o futuro governo. Os nomes vão sair da negociação com os partidos aliados. A presidente quer definir o ministério até o dia 15 de dezembro.
Fonte: G1.com.