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Escolas profissionalizantes custam até R$ 490 milhões por ano

Escolas profissionalizantes custam até R$ 490 milhões por ano

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
18/12/2013 às 10h56 Atualizada em 18/12/2013 às 10h56
Escolas profissionalizantes custam até R$ 490 milhões por ano
Foto: Reprodução

Mercado de trabalho
O questionamento se deve por considerar informações recentes do Tribunal de Contas da União (TCU), relacionadas à capacidade de endividamento do Estado. Izolda reconhece que não tem entendimento de todos os negócios do governo, até porque envolvem múltiplas secretarias e órgãos.No entanto, no aspecto relacionado à educação, vê que tem sido um investimento que contempla com a perspectiva de maior inserção no mercado de trabalho para os jovens, abre portas para o ensino superior e, principalmente, desenvolveu um amor apaixonado dos alunos pelas escolas, como verifica em vários depoimentos obtidos em unidades visitadas.O objetivo das EEEPs é vincular a educação básica à educação profissional, dando oportunidade aos jovens de complementarem seus estudos, além de promover a formação para o mundo do trabalho. Para isso, são ofertados 51 cursos técnicos em 74 municípios cearenses na Capital e no Interior.Izolda admite, por se tratar de uma ação diferenciada que o governo adotou para contemplar parte da demanda de alunos pelo segundo grau, há um custo alto para se obter um "repuxo de qualidade", diz. Conforme a secretária, foi um procedimento ousado e que não é visto em outros Estados. O tamanho das despesas, segundo Izolda, são bem pensados e as respostas obtidas nas avaliações de egressos e no acesso às universidades têm obtido níveis animadores. "Evidentemente, que não chegamos ao ideal. Mas para que a escola de nível médio esteja num patamar elevado, é preciso que isso ocorra também com o ensino fundamental", explica.As 100 escolas profissionalizantes já somam um total de 36 mil alunos matriculados, em 26 áreas técnicas. A escolha dos cursos, conforme informou a secretária, tanto se dá pela sugestão de lideranças locais, nas cidades onde as unidades são instaladas, e ainda no atendimento às demandas por mão de obra especializada. "Temos muitos alunos que ingressaram na universidade e estão trabalhando a partir do curso profissionalizante", disse Izolda."Chegamos à conclusão que a maioria dos estudantes não quer apenas trabalhar ou apenas estudar. O ideal é estudar e trabalhar e isso vem sendo alcançado por muitos egressos", ressaltou.

Oportunidade
Para Izolda, todo o esforço tem valido à pena e valerá ainda mais se o jovem tiver oportunidade. "É assim que estamos percebendo em todas as escolas que visitamos. Os alunos amam as unidades e vislumbram um futuro de qualidade", disse.As EEEP tiveram início em 2008. No início, houve a necessidade de funcionamento em prédios adaptados. Somente depois, foi-se chegando aos atuais modelos, que vêm se espalhando em todo o Estado. Na segunda-feira passada, o governador Cid Gomes inaugurou a 99ª EEEP, em Novo Oriente.Afora essas, o governo também tem investido nas escolas de ensino médio regular. Já foram construídas 80 novas unidades, privilegiando os distritos e as localidades rurais mais populosas. A ideia é atender o grupo de estudantes mais penalizado pela distância dos grandes centros e com dificuldades nos deslocamentos. "Em muitas escolas, tivemos que, literalmente, por abaixo e, depois, construir uma nova escola", conta Izolda.Para ela, o resultado obtido até o momento em termos de ações para a educação é uma demonstração de que o Estado está fazendo sua parte, especialmente no bom aproveitamento dos recursos financeiros disponíveis para o setor. 

Avanços
"Estamos avançando numa área em que todo o País terá que está preparado para o ensino em tempo integral até 2020, quando as matrículas deverão somar pelo menos 50% do total", disse.A EEE Violeta Arraes, inaugurada na noite de ontem, ofertará os cursos de estética, informática, manutenção automotiva, além de Produção de Áudio e Vídeo.O investimento para construção, equipamentos e mobiliário foi de R$ 10,6 milhões. Os recursos são provenientes do Tesouro Estadual e Governo Federal. A escola faz parte da Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede) 18, sediada em Crato, que passou a contar com quatro unidades. As demais estão localizadas em Araripe, Campos Sales e na sede da Crede. No Cariri, a rede de EEEPs é formada por 13 unidades e beneficia 4.011 jovens de 10 municípios.Distribuída em 5,5 mil metros quadrados, a estrutura é composta de 12 salas de aula, auditório, biblioteca, bloco pedagógico-administrativo, laboratórios específicos para os cursos técnicos oferecidos, além dos de línguas, informática, ciências e matemática. Tem capacidade para atender a 540 estudantes, em tempo integral, das 7 às 17 horas.

Repórter Marcus Peixoto, para o DN