O projeto anunciado para os dois mandatos, no caminho do fim, ainda não foi no todo executado. Vai ser preciso correr muito para concluí-lo. Porém, o já realizado nos permite vislumbrar uma outra realidade, não a ideal, sonhada por qualquer cidadão cônscio dos seus direitos e dos deveres do Estado. Mas, se o modelo de gestão moralizadora da coisa pública introduzido pelo ex-governador Tasso Jereissati no Ceará pode ser considerada uma conquista irreversível, o estilo empreendedor de Cid Gomes sê-lo-á a partir de agora, reclamando bem mais dos próximos sucessores.
Os futuros governantes cearenses não mais poderão alegar a reconhecida pobreza do Estado para deixarem de ser ousados em ações e obras na busca do desenvolvimento, da eliminação das diferenças internas e externas, na oferta, com qualidade, dos serviços essenciais, e na redobrada atenção aos demais outros setores da pública administração. Com parcimônia, capacidade de gestão e disposição para o trabalho, a arrecadação do fisco pode garantir contrapartidas para convênios com organismos federais e internacionais necessários à efetivação de obras indispensáveis à estrutura de crescimento e da consequente produção de riquezas.
Diário do Nordeste