O MPE investiga a existência de abuso de poder político por parte de Cid Gomes em benefício de Zezinho Albuquerque ou do partido político Pros, quando o governador anunciou que a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) concederia bônus de R$ 200 na conta mensal dos moradores de Itapipoca, por causa da falta de água gerada por problemas técnicos na adutora construída na cidade.
A concessão do benefício para toda a população, como anunciou Cid, deve ser apurada, segundo o MPE, pois apenas uma parcela da cidade sofreu com a falta de água. "Essa distribuição graciosa pode gerar benefício político indevido, podendo vir a interferir no pleito eleitoral vindouro", afirma o promotor Igor Pinheiro.
Levantamento inicial da investigação destaca que, durante o episódio de falta d’água em Itapipoca, inclusive nos momentos em que Cid esteve no canteiro de obras, o presidente da AL – apontado como um dos cinco pré-candidatos ao Governo – também esteve presente.
Exposição de Zezinho
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) também ressalta “excessiva exposição” de Zezinho Albuquerque em atos políticos no Interior do estado e em programas de caráter social. Outro procedimento instaurado pelo MPE trata de provável abuso de poder político por parte de presidente da AL quando anunciou que fará o lançamento da campanha "Ceará sem Drogas", "percorrendo todo o estado, realizando palestras e discutindo com a sociedade".
Para a PRE, embora a campanha seja promovida pela AL a partir do momento em que o deputado é apontado como pré-candidato, ele poderá usar o programa para tirar vantagem eleitoral.
Contrapartida
Através da assessoria de imprensa, a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará informou que ainda não foi notificada oficialmente sobre a ação do Ministério Público Eleitoral. Após ser notificada, a AL analisará as acusações para prestar os devidos esclarecimentos, afirma a assessoria. Da mesma forma, a assessoria do governador Cid Gomes ressalta que o governador ainda não foi notificado oficialmente.
As investigações estão sob responsabilidade do procurador Regional Eleitoral, Rômulo Conrado, e do coordenador do Grupo Auxiliar à Procuradoria Eleitoral (Gapel), promotor Igor Pinheiro.
Redação O POVO Online, com informações do MPF